Segunda-feira, 16 de Julho de 2012

Os erros históricos

Cada vez mais se considera, e eu também, que as personalidades têm um peso capital no fluir dos acontecimentos.

Por razões diversas, no eclodir e na trajectória da 2.ª Guerra Mundial, foram actores de primeira grandeza, Hitler, Staline, Neville Chamberlain, Daladier, Mussolini e Roosevelt, numa segunda linha.

Com um brilho maior que todos, o incontornável Winston Churchill.

Durante anos a fio alertou para os perigos do huno, para a besta assassina que representava Hitler e o hitlerismo. Anunciou, em fogosos discursos nos Comuns, o que iria ocorrer. Tudo fez para preparar a Inglaterra para impedir a Guerra, tudo tentou para mobilizar forças para matar a serpente nazi no ovo. Debalde.

Finalmente PM, integrou no seu primeiro governo um dos responsáveis pela incúria,  Neville Chamberlain, para significar a mais ampla coligação, onde figuravam trabalhistas, liberais e conservadores de topo.

Num momento crucial das hostilidades contra o Eixo do mal, Alemanha e Itália, alguns deputados conservadores quiseram ajustar contas com o passado.

Winston Leonard Spencer Churchill respondeu-lhes de modo impressivo.

A 18 de Junho de 1940, já Primeiro Ministro, desde  10 de Maio, numa sessão da Câmara dos Comuns, aos que então procuravam bodes expiatórios para a dramática situação assim lhes colocou a questão: "Há muitos que gostariam de abrir  um inquérito na Câmara dos Comuns à conduta dos governos - e dos parlamentos, que também estão no mesmo barco -  durante os anos que nos conduziram esta catástrofe.  Pretendem acusar os que foram responsáveis pelos nossos assuntos. Tal seria um louco e pernicioso processo. Há demasiada gente envolvida. Que cada um examine a sua consciência e examine os seus discursos. Eu examino muitas vezes os meus. (...) De uma coisa tenho a certeza: se inciarmos uma contenda entre passado e presente, perceberemos que perdemos o futuro."

Estas palavras inspiradoras, carregadas de bom senso, ainda hoje se poderiam utilizar em Portugal.

Mais do que conflituar o passado recente com o presente, importa assegurar o futuro.

Isto é tão válido para Pedro Passos Coelho, no poder, como para António José Seguro na oposição.


publicado por weber às 10:54
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