Sábado, 3 de Março de 2012

"Minister", ministro, o que serve, "o servidor"

O Pe., filósofo, académico e cronista no DN, Anselmo Borges tem-se dedicado, ultimamente, a escrutinar a Cúria Romana, na actualidade.

O que hoje escreve é de uma actualidade dilacerante e muito perturbador.

As intrigas, os desmandos, a corrupção, varrem os corredores e os consistórios dos poder fácticos do Vaticano.

A saúde de Bento XVI tornam-no quase impotente para travar os combates profanos que a burocracia vaticanista sustenta e lança.

Leiam este pedaço para perceber-se o que está em jogo, e é muito.

Atente-se a importância mundial da Igreja católica e isto faz-nos estremecer de comoção.

"Quando se não entende isto, o poder pior é o poder sacro, religioso, controlador das consciências, que pretende mandar em nome do Deus omnipotente enquanto dominador universal, que apaga toda a autonomia e a liberdade e envenena a vida e a sua alegria.

Em consequência de tudo isto, como aqui escrevi na semana passada, problema maior da Igreja é a Cúria Romana e as suas intrigas de poder. Há já quem fale que Bento XVI poderia renunciar em Abril, quando completa 85 anos. Ele próprio declarou, há dois anos, numa entrevista ao alemão Peter Seewald, que, quando um Papa "tem a clara consciência de que não está bem física e espiritualmente para levar adiante a função que lhe foi confiada tem o direito e, em algumas circunstâncias, o dever de se demitir."

Um Papa idoso e de saúde débil, por um lado, e, por outro, com interesses mais intelectuais e de fé do que administrativos, parece cada vez mais impotente. Seja como for, em fim de pontificado, vivem-se no Vaticano tempos de intrigas para manobrar o poder, evitar reformas urgentes e influenciar a sucessão, de tal modo que L'Osservatore Romano, jornal oficioso do Vaticano, escreveu que Bento XVI se tornou num "pastor cercado por lobos".

Como lembrou há dias o cónego Rui Osório, já Santa Catarina de Sena prevenia: os servidores do Papa, umas vezes são "ninho de anjos"; outras, um "covil de víboras". Em 1970, o Papa Paulo VI declarou Santa Catarina de Sena Doutora da Igreja."

Imagem- Santa Catarina de Sena, leiga da Ordem Terceira de S. Domingos, século XIV.

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publicado por weber às 09:39
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