Quinta-feira, 27 de Outubro de 2011

No bom caminho

Em perspectiva, vamos encontrar, na década de 80 do século passado, a senhora Tatcher e Ronald Reagan, a colocarem a possibilidade de enriquecimento, para os grandes empresários, e, sobretudo, a banca, para além da própria linha do horizonte. O sonho do "enriquecimento" ilimitado instalou-se por esse planeta fora...

O "liberalismo" (entenda-se aqui como desregulação, ausência de escrutínio e desaparecimento do Estado da economia, no sentido mais amplo que esta possa ter...) que se abateu na Inglaterra e nos EUA e que se disseminou por todo o mundo, com a caixa de pandora de produtos financeiros inquietantes e bolhas imobiliários perversas explicam o que está a acontecer desde 2008.

Portanto, aconselha-se os economistas, os politicos, a estudarem história, para perceberem o que é que as suas acções, ou inacções podem provocar.

Nos últimos meses, a UE, a senhora Merkel e o senhor Sarkozy transformaram-se numa espécie de saco de socos, em quem toda a gente batia. Não é preciso citar nomes, mas são os mesmos que, hoje, nada dizem, sobre as decisões ontem tomadas pelos líderes dos países da zona Euro.

O que aconteceu hoje, de madrugada, é histórico, por que o politico prevaleceu sobre o económico e, particularmente, sobre a banca.

Estou curioso em "ouvir" os bloquistas, e os comunistas, que tanto se esganiçam contra a banca e contra a Europa, e contra os líderes do eixo Alemanha/França, sobre a exigência feita sobre os bancos que têm divida grega a perdoar 50% da mesma, e a exigência, àqueles que dela carecem, a recapitalizarem-se até ao nível do rácio de 9%. Há que os que o vão fazer com meios privados, outros, já o anunciaram, que vão recorrer ao Estado.

Mas leia-se este pequeno, quanto interessante artigo publicado pelo DE.

Os líderes europeus andaram bem.

Agora, o que falta mesmo, é avançarmos para uma Federação, aprofundando o "centralismo" de "Bruxelles" (aqui como metáfora capitalina da futura Federação...), de modo a acomodar-nos, todos, a regras comuns e iguais, com sistemas de controlo e escrutínio, que impeçam os disparates da Grécia, da Madeira, da Islândia, da Irlanda, mesmo e até de Portugal.

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publicado por weber às 14:16
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