Terça-feira, 2 de Novembro de 2010

Da tradução

 

Pierre Assouline, a propósito de um filme sobre a vida de uma enorme tradutora Svletana Geier, ucraniana de nascimento, mas alemã por adopção,  exímia na passagem dos russos para o alemão, tece considerações interessantes sobre o processo criativo da tradução.

Diz a protagonista, citando o seu mestre:- Quando traduzimos precisamos de levantar o nariz da folha de papel.

Já muito se disse sobre este "métier".

Sobre o próprio étimo, que deriva de "traidor", o que transforma, quando "transporta" um texto, vertido numa língua, para outra diversa.

Já muito se tem falado dos nossos grandes tradutores: Vasco Graça Moura, João Barrento, Pedro Tamen, Frederico Lourenço e, mesmo, o singularíssimo Rei Lear de Álvaro Cunhal, uma preciosidade de tradução.

Há quem sustente mesmo que, o livro traduzido, é um "outra" obra, com um "outro" criador.

Os bons tradutores, mais do que linguistas, têm de ser músicos apuradíssimos e exímios conhecedores para a língua em que vertem o texto original.

Leia o texto de Passou  il-faut-lever-le-nez-quand-on-traduit.

Vale bem a pena.


publicado por weber às 09:29
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