Segunda-feira, 17 de Outubro de 2011

A verdade da mentira

Há, nalguns sectores da sociedade portuguesa, um ódio, uma raiva insana, uma sanha verrinosa  contra José Sócrates.

Uns, querem-no na barra do tribunal; outros, hiper activos, desejam-no na cadeia.

O mediano anti-socrático, esse, continua maldizente, inventor de historias.

Encontramos, aqui e acolá, na media, sejam eles blog's, ou Correio da Manhã, ou jornal i, invenções, conspirações, historietas de primeira.

A última envolvia o nosso embaixador em Paris, Francisco Seixas da Costa (na foto).

Este, homem honrado, impoluto e de irrepreensível ética, escreveu uma carta ao Director, que aqui pode compulsar e que o CM, como se obriga, publicou.

Para não perder tempo, pode lê-la de seguida e in extenso:

"Carta ao diretor do "Correio da Manhã"*

O “Correio da Manhã” publicou, na passada semana, uma notícia relativa à admissão do Engº José Sócrates no Instituto de Estudos Políticos, na qual se afirmava que o embaixador de Portugal em França “mexeu e remexeu os cordelinhos para permitir a entrada do ex-chefe do governo na universidade”, após uma suposta “terceira recusa” à sua admissão. Isto não corresponde à verdade. Nunca me foi pedida, nem eu levei a cabo, qualquer diligência para facilitar o acesso do Engº José Sócrates ao Instituto de Estudos Políticos, nem nunca chegou ao meu conhecimento que tenha havido qualquer dificuldade na respetiva admissão naquela escola. No que me toca, e sobre este assunto, os factos são muito simples e não admito que sejam contestados. Em inícios de Julho, o antigo Primeiro-Ministro contactou o embaixador de Portugal, porque gostaria de obter uma informação sobre os cursos existentes em Paris, numa determinada área académica que estava a pensar frequentar. Como na altura veio publicado na imprensa portuguesa, foi-lhe proporcionado um contacto com dois professores universitários, que melhor o poderiam elucidar sobre o assunto. A intervenção do embaixador de Portugal neste processo começou e acabou ali. Só no final de Agosto, quando regressei a Paris, é que vim a saber que o Engº José Sócrates havia escolhido aquela escola e que nela fora admitido. 
* Publicado no "Correio da Manhã" em 16.10.11 " 

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publicado por weber às 14:20
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