Segunda-feira, 30 de Novembro de 2009

Ainda a convergência negativa

Todos os partidos com assento parlamentar e das oposições votaram pela suspensão do novo código contributivo...na discussão na generalidade.

Esta questão terá que baixar à Comissão respectiva (que eu penso que deva ser a da ecoomia, presidida por António José Seguro) para se perceber o que querem as "oposições".

Para já denotaram uma demagogia desconcertante, pois fizeram convergir, aparentemente, interesses "inconciliáveis": do patronato e dos trabalhadores.

Minudências dirá o serralheiro de Piriscoxe.

O que importa é vergastar o governo socialista e José Sócrates.

Leia-se o lúcido texto de Pedro Adão e Silva sobre a sutentabilidade da segurança  social

Pode, com proveito, lê-lo de seguida:

"Durante muito tempo ouvimos vozes de todo o espectro político a insurgirem-se contra a ausência de protecção no desemprego de muitos portugueses. A indignação é justa, mas choca com os limites ao financiamento dos apoios sociais. Com um sistema baseado numa lógica de seguro social, a protecção depende dos descontos prévios e da massa salarial sobre a qual incidem. Subverter esta lógica pode ser muito popular, mas é, no mínimo, financeiramente irresponsável.
O problema é tanto mais sério quanto Portugal combina níveis de participação no mercado de trabalho muito elevados com uma grande precariedade do emprego – que encontra poucos paralelos na Europa. Acontece que à precariedade não estão apenas associados níveis remuneratórios mais baixos e menor segurança no emprego, mas também, frequentemente, ausência de protecção no desemprego.
A única forma viável de proteger mais os portugueses que estão no desemprego é encontrar novas formas de financiar a segurança social, alargando a base de incidência contributiva, designadamente considerando rendimentos não salariais, mas que são de facto contrapartidas do trabalho. É também isso que está em causa com o novo código contributivo. Perante isto, a direita opõe-se porque o novo código onera os empregadores e a esquerda porque legitima a precariedade. Juntos, votam contra. Mas não tardará que, juntos, venham clamar por mais protecção no desemprego. A mesma protecção que agora se recusaram a financiar."


publicado por weber às 09:18
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