Sexta-feira, 14 de Maio de 2010

Saldanha Sanches

 

Jovem estudante, mergulha na luta clandestina, nas hostes dos comunistas, durante o fascismo.

Deixou-se prender.

Na prisão, depois de uma brava e exitosa luta contra os esbirros da PIDE, que o torturaram, barbaramente, rompe com o PCP.

Libertado, integra as hostes maoistas do MRPP, onde o 25 de Abril o vem encontrar.

Com Maria José Morgado lidera um cisão (linha negra contra linha vermelha) no interior deste aguerrido grupo maoista e estalinista.

Desliga-se da militância partidária e transforma-se num dos mais competentes fiscalistas que a sua geração produziu.

Dizem-nos que morreu hoje, vitimado por um cancro que o estava a corroer há meses.

Podia-se não estar de acordo com ele.

Mas dizia sempre ao que vinha, o que pensava, o que sentia e o que queria.

Morreu um homem honrado, livre e sem medo das palavras.

Calou-se, pois, e para sempre, uma voz forte da democracia e que nos vai fazer falta.

Leia-se aqui o obituário.

 


publicado por weber às 10:26
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