Quinta-feira, 15 de Dezembro de 2011

O pai da Europa

No final da 2.ª guerra mundial, dois homens se agigantaram, para responderem à maior das barbáries que o homem tinha assistido na Europa Ocidental.

Um, franco-alemão, Robert Schuman e, o outro, um belga, Paul Henri Spaak.

Schuman, nascido numa pequena aldeia francesa fronteira do principado do Luxemburgo, mas anexada pelos alemães em 1871.

A Wikipédia traz noticia completa sobre a vida deste homem. Posto que a tradução para português é péssima, evidencio, em francês uma parte altamente relevante:

'Le père de Robert Schuman, Jean-Pierre Schuman (1837-1900), est né français de langue luxembourgeoise[1] à Évrange, village lorrain à la frontière franco-luxembourgeoise. En 1871, après l'annexiond'une partie de la Lorraine par l'Allemagne, il devint allemand. La mère de Robert Schuman, Eugénie Duren (1864-1911), une luxembourgeoise née à Bettembourg, acquit la nationalité allemande lors de son mariage avec Jean-Pierre Schuman. Bien qu'il fût né à Clausen, un faubourg de la ville de Luxembourg(où sa maison natale existe toujours, étrangement à moins de 300 mètres du bâtiment du Parlement européenqui porte son nom), Robert Schuman fut allemand de naissance[2].

Le jeune Robert Schuman fréquenta l'école primaire et secondaire (l'Athénée) dans la capitale du Grand-Duché, où il apprit notamment le français (sa première langue étant le luxembourgeois, sa deuxième l'allemand standard). Puisque le diplôme luxembourgeois n'était pas reconnu en Allemagne, il passa, en 1904, son Abitur(baccalauréat) au Lycée Impérial de Metz, alors ville allemande. Ayant fait ses études supérieures de droit en Allemagne à Bonn, Berlin, Munichet Strasbourg, il ouvre un cabinet d'avocat à Metzen juin 1912. Parallèlement à ses études il s'investit à la Conférence Olivaintdont il demeura un fidèle compagnon de route.'

Pode-se ler a noticia completa aqui: Robert Schuman.

Portanto, o que foi o primeiro Presidente do Parlamento Europeu era, em sentido exacto, francês e alemão. Depois, um outro francês pugnou fortemente pela Comunidade Económica Europeia/CEE, Jean Monnet e, em 9 de Maio de 1950 sai uma proposta do deputado loreno, para gerirem em conjunto o carvão e o aço, francês e alemão. Começava aqui a aventura da União Europeia. Esta data é considerada fundadora a Europa unida.

Posteriormente vão ter papel de relevo, para a pacificação da Europa, com a celebração de um tratado de amizade, Konrado Adenauer e Charles De Gaulle. Pode-se confirmar nas duas seguintes noticias: Europa: 1945-1959 e  Konrad Adenauer.

Posto isto, pergunta-se: qual a dúvida em relação à preocupação liderante da França e da Alemanha, mãe e pais fundadores da UE?

As divisões e acrimónias entre estas duas nações, ao longo da primeira metade do século XX foram responsáveis por sofrimentos inenarráveis no seio dos seus respectivos e dos aliados, de uma e de outra.

Para colocar um ponto final nesses perigos, Robert Schuman, paradigma da aliança necessária, pois que franco-alemão, deu o pontapé de saída neste processo, complexo, cheio de escolhos, com constantes desafios e a exigir bom senso e muita prudência.

Não me parece de admirar o papel preponderante do "eixo" franco-alemão nesta crise. Os pais, os chefes de família, são os primeiros responsáveis e os primeiros a avançar para a resolução dos problemas e das crises.

Nada mais natural.

Parece-me óbvio que assim seja.

Parece-me aconselhável que possa haver contenção verbal nas lideranças europeias, de modo a poderem, todos, encontrarem as melhores soluções. Gostei de ouvir o discurso apaziguador de Angela Merkel em relação ao "veto" inglês.


publicado por weber às 18:58
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