Sexta-feira, 2 de Março de 2012

Richard Wagner e o "anti-semitismo"

"Após a morte de Wagner, a direção do Festival de Bayreuthpassou para sua viúva, Cosima. Ela renunciou em 1906, e seu filho Siegfriedassumiu a direção. Cosima e Siegfried morreram ambos em 1930, e a direção do festival passou então para a viúva de Siegfried, Winifred Wagner. Winifred era nazista e muito amiga de Adolf Hitler. Por isso ao final da guerra ela foi condenada à prisão com sursise afastada da direção do teatro; assumiram então seus dois filhos, Wieland e Wolfgang. Entretanto, Wieland morreu em 1966, e Wolfgang continuou no cargo até 2008, quando o deixou.

Controvérsias

Richard Wagner escreveu alguns ensaios antissemitas e, por essa razão, e pelo aspecto nacionalista de sua obra, sua imagem foi enternecida no século XX pelo facto do nazismo tê-lo tomado como exemplo da superioridade da música e do intelecto alemães, contrapondo-o a músicos também românticos como Mendelssohn, que era judeu. O ensaio mais polêmico de Wagner  Das Judentum in der Musik, publicado em 1850, no qual ele atacava a influência de judeus na cultura alemã em geral e na música em particular. Nesta obra descreve os judeus como: "ex-canibais, agora treinados para ser agentes de negócios da sociedade". Segundo Wagner, os judeus corromperam a língua do país onde vivem desde há gerações. A sua natureza, continua Wagner, torna-os incapazes de penetrar a essência das coisas. A crítica era dirigida particularmente aos compositores judeus Giacomo Meyerbeer e Felix Mendelssohn, que eram seus rivais. Wagner insistia em defender que os judeus que viviam na Alemanha deveriam abandonar a prática do judaísmo e se integrar totalmente à cultura alemã. Apesar de, por essas razões, ser geralmente tachado de anti-semita, Wagner sempre teve amigos e colaboradores judeus durante sua vida inteira."

Sabe-se o uso que Hitler e Goebbels fizeram da música de Wagner na formatação do espírito "ariano" das massas e da ralé alemã.

Os exemplos são mais que muitos.

Fizeram-no sem a "aprovação" do grande músico (já então falecido), mas com o alto patrocínio de muitos dos seus herdeiros e descendentes. Esta é a verdade histórica, que permitiu desenhar a "estética" nazi.

Veja-se o filme de Leni Riefenstahl, "O triunfo da vontade" e percebe-se o (ab)uso da música do grande Richard Wagner pela máquina de "propaganda" hitleriana.


publicado por weber às 10:50
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