Segunda-feira, 28 de Setembro de 2009

Análise dos resultados eleitorais

Poderia lançar-me em elucubrações, em explicações, em justificações, em análises finas ou grossas.

Vou-me dispensar de o fazer, hoje, porque vou utilizar análises alheias, devidamente sinalizadas.

No entanto quero referir-me a três epifenómenos:

1/ O Bloco de Esquerda, não se percebendo muito bem para onde vai, do ponto de vista programático, organizacional e de liderança, pressente-se que atingiu o seu limiar critico eleitoral. A partir de agora, numa conjuntura irrepetível para os bloquistas (crise mundial, casos e mais casos, José Sócrates com uma péssima imprensa...) vai começar a exaurir-se, naturalmente.

2/O CDS, em meu entender, também atingiu o seu limiar critico de crescimento. Mereceu, provavelmente, mais do que qualquer agremiação partidária a votação alcançada: fez oposição consistente, desde a primeira hora aos socialistas e durante quatro anos e meio; manteve o nível de pressão após a crise mundial; escolheu, durante  a campanha eleitoral alvos fortíssimos, que lhe permitiram recuperar eleitorado, que andava perdido.

3/O PCP, com Jerónimo de Sousa, tinha recuperado já da hemorragia pós-Cunhal, na mini era de Carlos Carvalhas. Mas,agora, encostou ao seu limiar máximo de crescimento. Nas próximas eleições, a demografia não perdoará e...os comunistas, eleitores, serão menos.

 

Vejam agora a análise de Luís Novaes Tito  aqui  no SIMplexaqui2  no jornal i, da responsabilidade do Director. Aquela análise remete para o significado dos resultados. Esta reenvia para as previsíveis consequências dos resultados. Uma e outra, em minha opinião, completam-se.

J.A.

 


publicado por weber às 15:27
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