Terça-feira, 8 de Março de 2011

La Coca

 

Ai está o livro de José Rentes de Carvalho, lido faz tempo, numa edição de autor, creio eu, mas que me desconcertou um pedaço.

Tem histórias dentro de histórias.

Tem personagens fabulosos (o inglês gay...um primor), outros menos interessantes.

Uma vez, disseram-me que, para se "apreciar" um texto, seja ele qual for, temos de entrar na sua melodia, no seu ritmo, no seu pulsar e...logo desde o começo. Se assim não acontecer...vai-se o milagre da criação.

Vou relê-lo, agora reeditado pela Quetzal, que está a realizar o milagre da publicação deste enorme escritor do nosso século XX, amado na Holanda, quase desconhecido entre nós.

Hoje, por mérito dele, que escreve belíssimos textos, mas também pelo empenho do editor Francisco José Viegas, vamos tendo a opera omnia deste trasmontano de Estevais, nascido em Vila Nova de Gaia.

Esta história do lugar de nascimento, e do lugar de pertença, faz-me lembrar a história veridica de Carlos Gardel.

Sabe-se a batalha renhida, ainda hoje, entre argentinos e uruguaios sobre a pertença nacional deste monstro do tango.

Uns sustentam que Gardel nasceu em Buenos Aires; os outros, o invés.

De qualquer modo, nascido num ou no outro país, seria sempre portenho e do rio da Prata.

Numa célebre entrevista, Gardel resolveu, a contento, este problema:- Nasci, em Buenos Aires, com dois anos e seis meses.

Veja aqui o post a anunciar a reedição de La Coca.


publicado por weber às 11:16
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