Sexta-feira, 4 de Maio de 2012

O Liberal

Hoje palavra quase maldita, mas quando fundada, no dealbar do século XIX, as lutas entre liberais e absolutistas, a Constituição Liberal gaditana de 1812, ou a nossa do Sinédrio, decalcada sobre aquela, em 1820, os senhores D. Pedro e D. Miguel remetem para a vera essência do homus liberal e para a bondade do liberalismo.

Hoje, curiosamente, o neoliberal é um conservador, desregulado e deregulador, com ideias iguais a números e coisificando, recorrentemente os "mercados" como uma espécie de demiurgo, ou de rei taumaturgo.

Uma vez mais, o meu companheiro de espiritualidades, JAM, a pretexto dos 50% do 1º de Maio no Pingo Doce, do merceeiro que tem uma Fundação presidida pelo Professor Doutor António Barreto, campanha essa encomendada aos marqueteiros que levaram Lula da Silva ao palácio do Planalto, mete-nos a realidade e, já agora, a verdade da coisa, pelos olhos adentro.

Pode lê-lo por aqui

E um pedacito adiante:

"Enquanto a economia, a ciência que trata dos assuntos do homem enquanto membro da casa, pode e deve ser regulada pelo lucro, mas não passa de coisa doméstica, já a política tem a ver com a justiça e começa quando passamos para o espaço público. Seria ofender o clássico princípio da subsidiariedade que o político quisesse ser empresário, ou que o empresário quisesse ditar a moral, a ciência dos actos do homem enquanto indivíduo e restrita à esfera da sua autonomia. De qualquer maneira, seria estúpido e suicida, que o político deixasse de ser a coisa arquitectónica destas sucessivas esferas da cultura, isto é, daquilo que a actividade humana acrescentou ao naturalístico. Isto não é liberal nem socialista, é greco-romano. Peço desculpa, mas não sou neoliberal nem neoconservador. Sou velho liberal. Fiel à tradição da justiça, comutativa, social e distributiva, a que, pelo político procura dar a cada um segundo as suas necessidades, exigindo, de cada um, conforme as suas possibilidades. Esta frase é de Marx, plagiando São Tomás de Aquino e Aristóteles. Não há liberdade sem normas. Não há igualdade sem igualdade de oportunidades. Não há fraternidade sem um espaço público de justiça."


publicado por weber às 20:37
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