Segunda-feira, 15 de Novembro de 2010

"Reflexões Destemperadas"

De um amigo meu, poeta dos maiores, ainda não se preocupa com o marketing de vendas, recusa-se a ser conhecido para além das tertúlias que frequenta, as de amesendação báquica e as espirituais, estes impressivos pensamentos:

  

«Já fui o maior do Mundo porque não sabia que o mundo era tão pequeno.

Já fui o maior ridículo porque pensava que as pessoas me levavam a sério.

Já fui jovem quando ainda não sabia que estava a envelhecer.

Já tive amigos que se perderam porque se enganaram nos caminhos da amizade.

Quando toca um piano lembro-me sempre do sino da minha aldeia. Nunca ouvi o sino da minha aldeia. Mas lembro-me. Um dia quando não ouvir o piano, hei-de ouvir o sino da minha aldeia.

Quando alguém morrer fico à porta do cemitério sempre na esperança de ser o último a entrar.

Não há palavras para tanto sofrimento quando há tanto sofrimento sem palavras.

Se os deuses soubessem o que se passa entre os humanos, não seriam deuses, mas também não quereriam ser humanos.

Soldado de Esparta vai dizer aos teus chefes que o Continente já abriu. Perdeste a guerra.

Um adjectivo agrediu um substantivo. A TLBS está a dirimir há tanto tempo o combate que tudo vai acabar num advérbio de modo.

Não há nada como um assobio quando um surdo-mudo tenta desvendar os nossos lábios.

Pedro Castelhano em hora de pecado sem castigo.»

 

Gravura: Caio Valério Catulo e Lésbia.


publicado por weber às 12:03
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