Sábado, 19 de Fevereiro de 2011

A Grécia, os gregos...sempre ela e eles

Da Wikipédia tirei este pedaço de biografia do ateniense:«Péricles (em gregoΠερικλῆς, lit. "cercado por glória"; c. 495/492 a.C. - 429 a.C.) foi um célebre e influente estadista, orador e estratego (general) da Grécia Antiga, um dos principais líderes democráticos de Atenas e a maior personalidade política do século V a.C. Viveu durante a Era de Ouro de Atenas - mais especificamente, durante o período entre as guerras Persas e Peloponésica. Descendia, pela linhagem de sua mãe, dos Alcmeônidas, uma influente e poderosa família.

Péricles teve uma influência tão profunda na sociedade ateniense que Tucídides, um historiador contemporâneo seu, o declarou "o primeiro cidadão de Atenas". Péricles transformou a Liga Délia num verdadeiro império ateniense, e liderou seus compatriotas durante os dois primeiros anos da Guerra do Peloponeso.

Péricles promoveu as artes e a literatura, num período em que Atenas tinha a reputação de ser o centro educacional e cultural do mundo da Grécia Antiga. Iniciou um ambicioso projeto que construiu a maior parte das estruturas que ainda existem na Acrópole de Atenas (incluindo o Partenon). Este projecto foi responsável por embelezar a cidade, exibir a sua glória e dar emprego à população. Péricles também estimulou a democracia ateniense, a tal ponto que seus críticos o chamaram de populista

O historiador Tony Judt numa entrada sobre "O Défice Democrático" cita-o, e bem, a propósito: "Distinguimo-nos dos outros Estados ao considerar inútil o homem que se mantém afastado da vida pública."

No começo daquele texto sobre "défice" diz o historiador contemporâneo: "Uma consequência flagrante da desintegração do sector público tem sido uma dificuldade crescente para compreender o que temos em comum com os outros. Estamos habituados a reclamações quanto ao efeito 'atomizador' da Internet: se toda a gente selecciona bocados de conhecimento e informação que lhe interessa, mas evita a exposição a tudo o resto, passamos a formar de facto comunidades globais de afinidade electiva - enquanto perdemos a noção das afinidades dos nossos vizinhos.

Nesse caso,  o que é que nos une?"

Estas duas formulações, separadas por mais de 2 000 anos, resumem bem, em meu entendimento, a "crise" que atravessa as nossas instituições democráticas e ocidentais.

No "Tratado" do historiador israelita, filho de pai belga, mas cuja carreira se desenrolou em Inglaterra e nos EUA este dá uma resposta cabal às interpelações suscitadas pelo grego e por ele próprio.

Contudo, percebemos, cada vez mais e melhor, como dizia o filósofo Ortega Y Gasset, e para situar a responsabilidade de uma Tatcher, de um Tony Blair, de um Reagan, de um Clinton, de um Bush, nomeadamente "eu sou eu e a minha circunstância e se não a salvo a ela não me salvo também a mim."

Muitos políticos defendem-se com as "circunstâncias" que lhes calharam viver e para governar.

Pois, mas é ai, e sobretudo quando elas são adversas que se medem os grandes estadistas.

A história ainda fará justiça ao eng.º Sócrates, assaz vilipendiado, sujeito a campanhas inenarráveis, mas havemos de entender, mais adiante nas narrativas a fazer sobre a história que vivemos - que ele foi capaz de "torcer" as circunstâncias que teve de viver. Quanto ao "eu"...isso é outra conversa.


publicado por weber às 12:05
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