Terça-feira, 25 de Outubro de 2011

A demagogia à rédea solta


Em tempo de vacas magras, tudo colhe, tudo serve para denegrir no sistema politico, nos politicos, nos serviçais do Estado.

Desde o 25 de Abril de 1974, que se construiu um regime, democrático, que pretendeu ser justo e equitativo.

Tendo como pano de fundo um bela Constituição, aprovada em 1976, mas já alterada (ou, antes, adulterada?...) um ror de vezes, para pior, foram-se construindo figuras, prebendas, prémios, bónus e benesses, que, hoje, podem bem configurar "direitos" adquiridos para deputados, Presidentes da Républica, Magistrados, Presidentes de Câmara e Vereadores.

Mas o subsidio de férias do funcionalismo público e o de Natal são-no por maior força de razão...e vão à vida!

Afirmaram-se insanidades sobre este tópico, o das subvenções vitalícias dos politicos, excepto, a meu conhecimento, o que, equilibradamente escreveu e publicou Paulo Pedroso:uma visão sobre as subvencões no seu blog "banco corrido".

Vale a pena ler já de seguida:

"As subvenções vitalícias nasceram num contexto em que faziam todo o sentido. Os seus primeiros beneficiários foram pessoas que chegaram a cargos políticos ao fim de vidas de sofrimento, perseguição, exílio, prisão, interdição do exercício profissional e tudo o mais que sabemos. Não eram um prémio ou um privilégio, talvez algo como uma indemnização.
Perderam sentido ao longo do tempo e há muito que passaram a poder ser auferidas apenas após os sessenta e cinco anos, excepto para aqueles que já a elas tinham ganho direito. Finalmente, em 2005 foram abolidas - e bem - integrando-se os titulares de cargos políticos nos regimes de pensões. Aqueles que ganharam direito a essas subvenções ainda relativamente jovens têm esse direito adquirido à face da lei. Mas não deixam de ser usufrutuários de um dispositivo que não foi criado a pensar na sua situação e não se ajusta às suas vidas políticas. São beneficiários intersticiais de um dispositivo criado para resistentes e não para quem construiu carreiras políticas longas sempre em democracia. Devem renunciar às subvenções? Devem pelo menos poder suspendê-las enquanto exercem uma actividade profissional remunerada e estão na vida activa. Com essa previsão legal ao fazerem a sua escolha sujeitam-se, naturalmente, ao escrutínio da sua decisão, porque esse é um dos preços a pagar por escolher, ainda que temporariamente, carreiras de serviço público.
PS. Não confundo subvenções vitalícias com subsídios de reintegração profissional, que também foram - e mal - extintos (e que eu próprio, para que não percam tempo a vir lembrá-lo, recebi). esses subsídios deveriam ter sido reduzidos, sim, deveriam ter sido postos em moldes idênticos aos dos subsídios no fim dos contratos a termo, nem mais nem menos."

Foto - Zita Seabra, ex-deputada pelo PCP, ex-vereadora independente na Câmara de V. F. de Xira (eleita nas listas do PSD) e ex-deputada pelo PPD/PSD, que recebe um subvenção vitalícia de 3 000€/mês.


publicado por weber às 10:26
link do post | comentar
partilhar

. ver perfil

. seguir perfil

. 8 seguidores

.pesquisar

 

.Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.

.posts recentes

. A demagogia à rédea solta

.arquivos

.tags

. todas as tags

.últ. comentários

Chame-me Parvo….Pois é, Sr. Pedro Tadeu, é isso me...