Sexta-feira, 23 de Setembro de 2011

Um tiro certeiro

A Shoah, os judeus, o anti-semitismo, os guetos, os progroms, os campos de extermínio, tudo isso faz parte da história e, cada vez menos, da memória dos "povos".

O que está presente é a rudeza, a crueldade dos comportamentos do Estado, superpotência regional, de Israel, em direcção aos povos vizinhos, acantonados em condições infra-humanas na faixa de Gaza e na Cisjordânia, e não só.

Luís Naves, do novo "forteapache", escreve, em curto post, sobre o momento que se está a viver nas Nações Unidas.

Aproveitando a realização da Assembleia Geral da ONU o chefe da Autoridade Palestiniana ameaçou pedir o estatuto de membro para o seu "país".

Leiam o texto inteligente de LN por aqui.

Um pedaço: "O verdadeiro clássico será o pedido de adesão da Palestina à ONU. Tudo indica que estamos num momento histórico. Um número relativamente baixo de 300 mil colonos israelitas tem o mundo inteiro sob o seu enorme poder. Estes colonos ocupam território da Cisjordânia, estão a expandir todos os dias as terras que controlam e são o único obstáculo de facto a uma pacificação neste conflito. Um aspecto menos conhecido: os colonos acham que têm o direito divino de ocupar estes territórios e expulsar quem lá esteja. Deus mandou. Numa primeira análise, votar o pedido de adesão devia ser fácil. A Palestina é um Estado, sendo lógico que tenha assento na ONU. Mas subestimamos a capacidade de chantagem internacional destes 300 mil colonos. Os americanos preparam-se para vetar a adesão, justificando-se com a necessidade de negociar primeiro. Ora, não há negociações porque Israel não tem qualquer solução para os colonatos (nem quer ter), preferindo a postura habitual de confiar na protecção americana. Qualquer administração que vote contra os interesses israelitas sabe que está perdida. O argumento de Washington é quase ridículo. Dou um exemplo, mas há outros precedentes: para o Kosovo não foi exigida negociação prévia e os kosovares nunca precisaram de negociar com os sérvios. As conversas que houve terminaram à nascença."

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publicado por weber às 11:13
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