Domingo, 14 de Novembro de 2010

Não se deixar confundir...é preciso

Quem o sustenta de modo impressivo, claro e articuladamente, é o nosso amigo Osvaldo Castro, emérito causídico da Marinha Grande e deputado socialista, dos melhores que têm assento na Assembleia da República.

É, ao mesmo tempo, rigoroso, prudente, sereno e pungente.

Tanto adjectivo, para quê?

Para nada. Apenas para demonstrar a minha adesão a tão claro argumentário.

Nem é sequer necessário fazer um desenho. É só lê-lo AQUI.

E, de seguida, in extenso:

«Parece evidente para qualquer observador que, face aos resultados de maioria relativa decorrentes das eleições de 27 de Setembro de 2009 e num contexto de grave crise internacional e consequentes reflexos na vida interna do país, o ideal teria sido a constituição de um governo de coligação parlamentar maioritária, ou de incidência parlamentar com apoio sustentadamente garantido.

Tal como é conhecido, José Sócrates convidou todos os partidos com assento parlamentar para discutirem e considerarem essa possibilidade.
Como é sobejamente conhecido, o primeiro ministro enfrentou um muro de negação por parte de todos e cada um dos partidos, quer à direita quer à esquerda do espectro parlamentar.
À época imperou o calculismo eleitoral e o taticismo da generalidade dos partidos, numa espécie de retaliação pela maioria absoluta com que Sócrates governara entre 2005/2009.
Tudo para dizer que parece inapropriado que dirigentes partidários e/ou governamentais,objetivamente, perturbem o processo de discussão na especialidade do OE, num momento em que o governo reabriu negociações a tal propósito com o PSD e a pouco mais de 10 dias da votação final global do Orçamento.
É óbvio que, nas actuais circunstâncias políticas, qualquer mensagem de natureza política que abale a credibilidade do primeiro ministro põe desde logo em causa a estabilidade governativa e, mesmo que não desejados, contribui para efeitos muitos perniciosos em matéria de estabilidade governativa e para desastrosos resultados junto das percepções e avaliações dos mercados financeiros.
As propostas que possam ter o condão de transmitir algum estado de desorientação, por não terem em conta a realidade política existente e os respectivos enquadramentos constitucionais indispensáveis à constituição de um qualquer novo governo, só favorecem objetivamente as pretensões eleitoralistas do PSD e, mesmo que inadvertidamente, só contribuem para pôr em causa a direção política e governamental de Sócrates.
Vale por dizer que a coragem de tudo fazer para retirar o país da maior crise dos últimos 80 anos é incompaginável com o pânico de poder ser derrotado em futuras eleições legislativas.
Se os deveres para com os fundamentais desideratos do país o impuserem, tal não deve obstar a que o PS o assuma com frontalidade, em detrimento de hipotéticas coligações que, na actual conjuntura, mais não parecem que meros desabafos ou estados de alma que as oposições sempre rejeitarão.
Creio que, ao invés de optar por uma via de remoto facilitismo, que o PSD sempre rejeitará, mais valerá assumir, como tem sucedido, as rédeas das responsabilidades, sempre tentando negociar com vista a alargar a base de apoio às propostas orçamentais.
Depois do Orçamento viabilizado outro dia nascerá e com ele as responsabilidades pela sua efectiva execução.É nisso que o governo e o PS devem estar concentrados.
Osvaldo Castro »

publicado por weber às 12:00
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