Quinta-feira, 11 de Novembro de 2010

A oficina de um mestre

É raro podermos entrar na oficina de um escritor.

Há escritores que se têm confessado, mas fazem-no de um modo burilado, trabalhado, depois de passar ao crivo da peneira da memória, da moral, ou para justificar lances da sua biografia.

Com José Rentes de Carvalho, o meu muito admirado escritor de Estevais, é diferente.

Fui-me ao livro dele, recentemente publicado em Portugal, e em português, com a chancela da Quetzal (et pour cause...) "Tempo Contado, Diário 1994-1995".

Está lá tudo.

O método.

A matéria-prima.

Alguém me terá contado (não me lembro quem...) que, uma vez, perguntou ao mestre:-Em "Ernestina", que percentagem é material biográfico? A resposta veio pronta:- Cem por cento.

E, agora, reparem neste pedaço de uma critica holandesa: «Não há muitos escritores que, como J. Rentes de Carvalho, tão destemidamente escolham a verdade como padrão...», Trow, Amesterdão.


publicado por weber às 16:58
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