Quarta-feira, 9 de Novembro de 2011

O efeito dominó

As oposições, tanto social-democratas, como esquerdistas, ainda as comunistas e as  bloquistas, às politicas de Sócrates, assentavam no pressuposto de que a crise mundial, e europeia, provocadas pelas dividas soberanas, designadamente, eram irrelevantes para escrutinar o desempenho nacional do governo socialista.

Contudo, hoje, com Passos Coelho e Portas no poleiro, a rapar o pote para os seus, com Jerónimo e Louçã nas ruas, mas à chuva e poucochinhos, a crise aí está para explicar tudo e mais um par de botas.

Mas, o que me interessa aqui sublinhar é a razia que a crise está a fazer nas lideranças nacionais.

A primeira foi na UK, que varreu os trabalhistas do poder e em seu lugar colocou um inusual coligação conservadores/liberais, chefiada por David Cameron.

Depois, veio a Irlanda, cujo governo se demitiu, pediu o resgate da divida soberana e trocaram socialistas por conservadores.

A seguir, a Dinamarca, troca conservadores por socialistas.

A Grécia, já tinha invertido a cor partidária. Os socialistas de Papandreou substituíram os corruptos e aldrabões de direita, mas não aguentaram dois anos. Foi obrigado a resignar contra um governo de unidade nacional e eleições antecipadas.

As eleições em Espanha já entraram na fase da campanha eleitoral e, tudo o indica, Mariano Rajoy (na foto) do PP será o próximo chefe do governo de Espanha, substituindo o socialista Zapatero.

Entretanto, um tsunami varreu a Itália. As contas de 2010 foram aprovadas, mas com minoria. As abstenções superiorizaram-se aos votos a favor. De imediato, Il Cavalieri, o bandalho Berloscuni foi ao Palácio do Presidente, Giorgio Napolitano, apresentar a demissão e pedir eleições antecipadas. O rei do "bunga-bunga" já fez saber que não é candidato ao próximo acto eleitoral.

Em França, em 2012, provavelmente, Sarkozy vai para a "retraite" politica.

Na Alemanha, de derrota em derrota, nas eleições estaduais, Angela Merkel vai ceder o lugar a um qualquer social-democrata.

Estas mudanças podem ser boas, por si mesmas? Podem. Claro que podem.

Ás vezes é preciso interromper ciclos.

Ainda continua a ser paradigmática a derrota sofrida por Churchill em 1945 para o seu adversário Clement Attlee, quase sem protagonismo algum durante as hostilidades que assolaram a Inglaterra.

É da vida, como dizia o outro.


publicado por weber às 13:50
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