Quarta-feira, 10 de Agosto de 2011

Robert Musil

Robert Musil foi noticia, em Portugal, pela muitíssimo boa tradução de João Barrento do "Homem sem Qualidades", editado pelas Edições Dom Quixote.

Mais recentemente, dele se falou aqui, a pretexto de um pertinente texto de Irene Flunser Pimentel.

Em Viena, a 11 de Março de 1937, Robert Musil apresentou em conferência organizada para o efeito, um  luminoso texto, hoje de mor qualidade. Todo o texto é de uma pré clara eficiência e actualidade.

Vale a pena lê-lo ou relê-lo.

"Fala-se hoje duma crise de confiança no humanismo, duma crise que ameaçará a confiança que todos colocamos no homem até aqui; poderíamos falar duma espécie de pânico que estaria a suceder à segurança onde nos encontrávamos ao ponto de levar a nossa barca sobre o signo da liberdade e da razão.

E não devemos dissimular que esses dois conceitos morais que também se alastram à moral da criação artística:liberdade e razão, conceitos que a idade clássica do cosmopolitismo alemão nos havia legado como critérios da dignidade humana,começaram a dar sinais, desde o meio do século XIX, ou um pouco mais tarde, de decrepitude. Deixaram de ter "validade", deixamos de saber o que fazer com eles; e se os deixamos secar, estiolar, o mérito é menos dos seus adversários do que dos seus defensores."

O que a seguir se desenrolou todos o sabemos.

A hecatombe, a Shoah, o genocídio sobre os povos da Europa, a barbárie que se abateu sobre o mundo inteiro, deu ilustração cabal a este texto de Musil.

Hoje, os sinais aí andam no ar.

As respostas também.

O que está a ocorrer em Inglaterra como resposta ao vandalismo juvenil, a nível popular, no seio das várias comunidades, turcos, curdos, indianos, etc, que se juntam aos ingleses, que querem proteger a sua segurança e tranquilidade...impactantes.

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publicado por weber às 19:36
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