Domingo, 1 de Janeiro de 2012

a minha mensagem de ano novo

Vai todo o titulo em caixa baixa, para denotar desde logo a pouca importância da mesma.

Num dia em que grandes vultos, umas quantas sombras e alguns fantasmas, todos eles importantes à sua maneira, ou a seu modo, ou nas suas circunstâncias, se exercitam nesta arte difícil de serem ouvidos pelo próximo, ou o outro, que está longe, de desejar (hoje, não sei bem o que se pode desejar...) em mensagem pomposa, com cenário construído, inventado de propósito para o efeito, com bandeiras nacionais, ou supranacionais, em ambiente acolhedor, mas institucional, produzindo retóricas impressivas ( o Papa da igreja católica, na foto a falar às criancinhas, D. José Policarpo o Patriarca da igreja nacional, Hugo Chavez, Obama, o feitor da quinta que são os USA, mesmo o "nosso" Aníbal Cavaco ...) quem sou eu, impante criatura, para me aventurar em tal exercício?

Pois, aqui é que bate o ponto.

Porque é que uns podem e até devem, é a tradição, que tem de ser cumprida e de outros, como este que vos escreve, nada se espera?

Pois é.

Mas, relapso heterodoxo, hoje decidi violentar a tradição e guindar-me àquele patamar de onde, tal tribuno, tal diácono cerimoniante, se pode lançar palavras ao vento, para serem colhidas por ouvidos eficientes.

Vai mensagem pois, plágio daquela outra injunção "sai poema!"

Meus caros "leitores", que por aqui passais e partilhais os meus caminhos, de caminhante com pouco tino, cansado rumo e despojado de todos os metais espúrios (como a inveja, o ressentimento, a gula, a avareza, entre outras minudências...) o que vos posso dizer, neste primeiro dia do nosso anunciado desontente 2012?

A bem dizer, coisa pouca, mesmo quase nada.

O tempo não vai de feição a promessas.

O que nos "vendem", ou inculcam, são só desgraças, pragas e lances diabólicos de inenarráveis sofrimentos...por causa e efeito da crise.

Não serei eu a prometer-vos maná, ou paraísos ao virar da rua.

A única coisa verdadeiramente sentida e que me apetece partilhar convosco: não cometam indignidades, preservem a amizade, respeitem os vossos filhos e os vossos pais, cumpram (ao modo weberiano) a ética da responsabilidade e esqueçam a ética do convencimento.

Os comunistas, os grandes impostores do século XX, deixavam-se matar pelos camaradas, agarrados à estuporada "ética" da crença, que tanto mal provocou por esse mundo fora.

É só isto, e apenas isto que aqui vos quis deixar impresso em "signos" blogoesféricos.


publicado por weber às 14:16
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