Sábado, 31 de Dezembro de 2011

A história

Outro dia, o louco, desvariado, Medina Carreira, em conversa desconexa com Judite de Sousa (afastada das reportagens da TVI) no canalinho de Paes do Amaral, assumia que os números são para economistas e doutores em finanças.

Tirante Salazar, que encanitou Portugal durante 48 anos, não me lembro de outro amanuense que a história tivesse registado.

Estão a pensar em Cavaco Silva? Esse, nem três linhas a história lhe dará...

Pessoa, esse, assumia, garboso e orgulhoso que nada sabia de contabilidade.

O senhor Carreira insurgia-se, no tal programa com a primeira dama de Sintra, com o facto das televisões recorrerem a historiadores, sociólogos, politólogos para comentarem a crise, o tempo que corre e as saídas para o buraco para onde os tais de economistas e financeiros nos empurraram.

Pois é, é assim mesmo.

Eu, que não gosto por aí além do Nuno Crato, não deixei de sublinhara uma medida para a educação, que pode ser inteligente e dar resultados: o aumento das cargas horárias em história e geografia.

O saber historiográfico e geográfico, não só não faz mal à saúde, como são mais valia para quem quer ser qualquer coisa de bom na sociedade.

O que se deseja, o que eu quero para 2012?: que, economistas, financeiros, contabilistas, amanuenses orçamentários e outros jogadores de bolsa, sejam erradicados das tv's, dos jornais e das revistas.

Se foram eles que nos trouxeram para a crise, de certeza que não serão os que nos vão tirar dela.

Busto de Heródoto, o pai da História, como narrativa.


publicado por weber às 13:29
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