Quinta-feira, 25 de Agosto de 2011

O quadripolar

Nas polémicas em torno da contratação de António Figueira, o "especialista", para o gabinete de Miguel Relvas, apareceu de tudo na bloga.

A liderar as audiências e a dominar as atenções...os escritos e o pensamento de Nuno Ramos de Almeida, formado no ISCTE e no ISEG (não se percebe bem em quê...e se terminou um curso qualquer...provavelmente, não faziam exames aos domingos...) e com um curriculum interessante (Politika, Festas da Cidade de Lisboa, Euritmo, LPM, SIC, JÁ, 24 Horas, FOCUS, TVI e, actualmente, Editor Executico no i).

Por acaso fui parar à Esquerda.Net, a um artigo de opinião, assinado Nuno Ramos de Almeida, sobre a comunicação social na actualidade, os grupos económicos e o papel dos jornalistas, que pode saborear Aqui: o sólido que se dissolve no ar.

Apreciem estes nacos de "pensamento" e de "prosa" prosaica:

1/ "A comunicação social é um negócio e nela os jornalistas têm cada vez menos força. Não são artesãos livres, mas empregados que têm de criar produtos e notícias que vendam. Nesta venda é cada vez menos importante a relevância noticiosa daquilo que enche os órgãos de comunicação. O critério da importância traduz-se na venda e no dinheiro recolhido e não na importância social daquilo que é noticiado. Claro que assuntos socialmente relevantes podem dar notícias que se vendam bem, mas as notícias que se vendem bem não são só sobre assuntos socialmente relevantes. Podem morrer 10 mil pessoas num terramoto do Irão, mas se, no mesmo dia, Cristiano Ronaldo tiver um acidente com a namorada de turno no IC19, em que um dos implantes dela surja danificado, certamente será isso que abrirá os telejornais, com direito a directo e tudo."

É notável este deambular sobre a antropologia dos jornalistas, do jornalismo, dos jornais. A definição de jornalista é, então, de tomo!

E, mais adiante:

2/"A lógica que prevalece não é a da notícia, mas a necessidade de ter audiências e de conseguir vender publicidade a quem tem dinheiro. Neste quadro, não há nenhum órgão de comunicação social relevante de esquerda anti-capitalista que consiga sobreviver. E todos os órgãos que conseguem manter-se à tona, têm de pertencer a um grande grupo económico e adequar os seus conteúdos. Os grandes grupos não vendem notícias, mas conteúdos que tanto podem ser entretenimento como informação. Não buscam noticiar o que se passa, mas têm como primordial chegar à maior audiência possível, para obter a maior fatia da publicidade e dos lucros. A informação espectáculo é o produto normal dessas empresas.

Acresce que o aumento do desemprego nos jornalistas, a chegada ao mercado de dezenas de milhares de candidatos à profissão, a situação de falência da maioria dos jornais leva a que os jornalistas tenham cada vez menos garantias de emprego, e como tal, cada vez menos liberdade profissional e capacidade de definirem a sua profissão. Como escreveram dois jovens de 28 anos no século XIX: “a burguesia fez de toda a dignidade profissional um simples valor de troca; substitui as inúmeras liberdades, duramente conquistadas, pela simples liberdade de comércio”. O caso do The News of the World é um simples resultado da liberdade do comércio. Só isso."

Esta, então, é mesmo um colar de pérolas.

Como convive, na realidade, o "jornalista" do i, Nuno Ramos de Almeida, com esta abordagem? E como compaginar tudo isto com os mórbidos pensamentos de polemista no 5 Dias?

Observem a prosa e os desmandos teóricos explanados adiante neste post do dito blog O socratino de ouro.

É, ou não é, de ir às lágrimas?

Observe, de imediato, o prosear...fraquinho, muito fraco:

"O Valupi sempre me divertiu. Escreve bem. É inteligente. Gosta apenas de torcer a realidade. No seu último post sobre o 5 dias. Tem a seguinte conclusão: se eu sou jornalista e não gosto do capitalismo, só me resta mendigar ou trabalhar no Avante. Sem desprimor, para hipótese de um dia ter de mendigar, dado os geniais governos do engenheiro Sócrates e do apoderado Passos Coelho, eu defendo que um jornalista pode e deve exercer a sua profissão, mesmo que se oponha à forma como funciona esta sociedade. Nunca deixarei de defender as minhas ideias e pretendo viver do meu trabalho. Simples, como se vê. Sobre o processo Freeeport, o diploma do Sócrates, o processo da Cova da Beira, as casinhas da Guarda, acho normal os jornalistas investigarem esses casos. Estou completamente de acordo com as perguntas que os magistrados do caso Freeport tentaram fazer ao primeiro ministro, e que infelizmente ficaram sem resposta. E subscrevo a opinião de um membro do Conselho Superior do Ministério Público, colega de Sócrates no governo de Guterres, que escreveu que se devia ter constituído arguido o antigo primeiro ministro no caso Freeport para que fosse apurada a verdade."

Como se pode compaginar esta formulação, sobre jornalista, editada no 5 DIAS, com a abordagem, quase académica, publicada na Esquerda.net?

Não pode.

Claro que não pode.

Eu sempre sustentei que este N.R.A. é um biltre, um sem carácter e um mentiroso compulsivo.

Há, entretanto, nas prosas dos escriturários do 5 DIAS, coisas engraçadas.

Quanto estão a atacar adversários (ou serão inimigos?) utilizam duas categorias.

Uma: "até escreve bem"; Segunda:"Gosta apenas de torcer a realidade."

Só os que escrevem bem é que podem ser sovados?...

Só os escribas do 5 DIAS é que "controlam" a realidade, conhecem a realidade, enquadram a realidade?...Parece que sim. E se substituirmos realidade por verdade? Pim! No mil.

Nota de roda pé.

Sabe-se que o Sindicato dos Jornalistas está controlado pelo "PCP". A "jornalista" Anabela Fino, redactora do jornal AVANTE, folha daquela agremiação partidária, integra a Direcção daquela associação de classe, mas o Nuno Ramos de Almeida, também.

E, o must, a "jornalista" Luísa Tito Morais, mãe desta alforreca...está membro do Conselho Fiscal. No anterior mandato, estava Vogal da Direcção.

Isto anda tudo ligado. 

Foto - Karl Heinrich Marx, mentor do jornalista NRA.

tags:

publicado por weber às 14:24
link do post | comentar
partilhar

. ver perfil

. seguir perfil

. 8 seguidores

.pesquisar

 

.Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.

.posts recentes

. O quadripolar

.arquivos

.tags

. todas as tags

.últ. comentários

Chame-me Parvo….Pois é, Sr. Pedro Tadeu, é isso me...