Sábado, 26 de Dezembro de 2009

Émile Puech e o quebra cabeças de Qumran

Os manuscritos de Qumran , Sokola na antiguidade, o seu estudo, transformaram-se desde que os beduinos os encontraram nas grutas nas margens do Mar Morto, em 1946 e 1956, numa quase ciência, que convoca especialistas de várias origens e disciplinas.

O mais reputado, na actualidade, é um Occitano, orgulhoso da sua lingua materna, o Languedoc, que se define em relação ao francês como a sua segunda lingua.

Émile Puech tem um percurso, até se encontrar com os manuscritos de Qumran, assaz impressivo.Faz filosofia clássica e escolástica no Grande Seminário, antes de embarcar para o serviço militar.

 Inscreve-se e conclui teologia na Universidade Católica e é ordenado padre.

Depois, bem, depois lança-se, para aprender, nas linguas orientais antigas, história das religiões na École pratique des hautes études e ainda a epigrafia e a sigilografia mesopotámicas na École du Louvre.

As linguas que este homem, nascido em 1941 no lugar de Cazelles de Sébrazac/Aveyron, vai assimilar in situ para melhor se deixar impregnar:latim, grego classico e koiné, hebreu antigo, qumraniano e mishnico, aramaico antigo, imperial, amonita, moabita, edomita, palmiraniano, ugaritico, cananiano, fenicio, punico, acadiano, etiopiano antigo, arábe antigo e classico...Mas sem descurar as linguas modernas: Occitano, francês, inglês, alemão, italiano, espanhol, português e neerlandês ("estas duas linguas, lidas e não faladas", diz Émile Puech, numa voz quase sussurada).

Dominicano, vive em Jerusalém, na parte arábe  da cidade e trabalha na famosa Escola Biblica e Arquelógica e isso desde 1971.

Dedica-se de corpo e alma a "reconstruir" os manuscritos de Mar Morto encontrados e vendidos pelos beduinos de Ein Guedi.

O padre Puech não desepera de "juntar" as peças do puzzle. Convoca o profeta Ezequiel, com certa ironia:" Fragmentos, juntem-se, revivam!"

Este homem escreve em tudo que é revista cientifica, a começar pela Revista Biblica, dá conferências, é Director de Investigação no Collége de France, Professor titular na École Biblique Française de Jérusalem.

Como diz dele, definitivo, o arabista francês Pierre Assouline:

"Émile Puech, savant et paysan...Y aura-t-il plus belle épigraphe le jour venu pour l'Aveyronnais de la mer Morte?"

J.A.

O padre Émile Puech, o de barbas brancas, aquando de uma das múltiplas conferências sobre os manuscritos de Qumran.

Veja la qumranologie  publicado por Pierre Assouline no seu blog La République des Livres.


publicado por weber às 16:30
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