Quarta-feira, 7 de Setembro de 2011

D. Manuel Clemente

Recordo-me, quando Manuel Clemente, o cidadão e o intelectual que, provavelmente, a par de Eduardo Lourenço, melhor tem pensado Portugal essencial, foi honrado com o prémio Pessoa, em 2009, da "polémica" tola que se travou na bloga. 

Uns impenitentes anticlericais zurziram, por pura ignorância e ressentimento, no Júri do prémio em questão.

O mesmo prémio que tinha sido entregue a José Cardoso Pires, a Menez, a António Damásio, nomeadamente, não podia, "não devia" ser entregue a um Bispo católico...diziam aqueles fundamentalistas "mata-frades".

Então, sustentei que não era o jerarca desta  igreja o premiado, mas o homem.

Tempos após, o Cardeal Patriarca de Lisboa, D. José Policarpo (de pura inveja...digo eu) criticou o Bispo do Porto por ter aceite tal "comenda".

Hoje temos, nos jornais, a voz firme, moderna, progressiva de D. Manuel Clemente a exigir uma nova linguagem, uma nova praxis à sua igreja católica e portuguesa.

Critica a igreja "velha e distante da realidade, as homilias enormes e vazias...". Pode-se ler um breve resumo no DN.

No último livro, publicado por este clérigo, com a chancela da Assírio & Alvim, "Porquê e para quê? Pensar com esperança o Portugal de hoje", em 2010, retive esta frase, que bem podia andar na boca dos nosso políticos, e cito, "O melhor de Portugal pouco aparece e não abre geralmente os noticiários. Mas existe e por ele mesmo continuamos nós a existir. Apesar de tudo, mas não apesar de nós."

Quem assim pensa é dos meus, e eu sou da sua tribo.


publicado por weber às 09:53
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