Domingo, 30 de Maio de 2010

Ainda os números

As manif's promovidas pelos comunistas e pelos sindicalistas da Intersindical provocam, sempre, discussões em torno dos números, da quantidade de populares que ali estiveram.

Desde logo, e poderia ser uma caso de estudo, o arredondamento dos números.

100 mil; 120 mil; 200 mil e, agora, desvariado...Carvalho da Silva, Doutor e professor convidado em Coimbra, chega ao palco dos Restauradores e, bumba, "passaram por esta manifestação mais de 300 mil pessoas".

Miguel Abrantes publica, a este propósito, interessante texto que recomendo.

No meu percurso de vida e de profissões fui sindicalista, organizador de manifestações, de greves, de confrontos e outras coisas acabadas "em acção directa".

Sabíamos "contar" com rigor o número de manifestantes.

Conta-se o número que enche cada fila que atravessa a avenida (quer seja a da Liberdade ou a Almirante Reis), com correcções (por que nem todas comportam o mesmo número de cidadãos...) e multiplica-se pelo número de filas.

Parece complicado? Nem por isso. É, sobretudo, fastidioso e moroso.

Um dos grandes especialistas neste tipo de performance...José Casanova, o actual director do Avante. Porquê?

Por uma razão muito simples. Como tem acesso ao último andar do Hotel Vitória, propriedade do PCP e bem situado na Avª da Liberdade, entretinha-se a fazer aquela contagem.

Agora, os jornalistas, esses, têm um preguiça endémnica que lhes impede de relatar os acontecimentos, com rigor, com verdade e com contundência.

Nem todos. Os do El País sabem exercer o seu métier.


publicado por weber às 20:46
link do post | comentar
partilhar

. ver perfil

. seguir perfil

. 8 seguidores

.pesquisar

 

.Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.

.posts recentes

. Ainda os números

.arquivos

.tags

. todas as tags

.últ. comentários

Chame-me Parvo….Pois é, Sr. Pedro Tadeu, é isso me...