Sexta-feira, 31 de Dezembro de 2010

Ganda despedida

Lula da Silva, o ex-metalúrgico, o ex-dirigente sindical, o ainda Presidente do Brasil, está a horas de se tornar no ex-inquilino do Palácio da Alvorada.

Por esta altura, milhares de balanços, milhões de comentários, estão a emergir nos média clássicos e nos alternativos da net, para assinalar a "governança" lulaniana do Brasil, que está a um passo de se tornar na quinta economia mundial.

Mas, de todos quantos li, a crónica de FêFê, o jornalista luso-angolano, com banca montada, diariamente, no DN excedeu tudo o que se podia dizer.

Ferreira Fernandes é bom d'escrita, já o disse um sem número de vezes, mas hoje superou-se a ele próprio.

Em meia dúzia de linhas disse tudo o que havia para sinalizar sobre Luiz Inácio Lula da Silva, nascido em 1945, e Presidente eleito do Brasil e em exercício desde 1 de Janeiro de 2003.

Leiam-me esta soberba crónica sobre a despedida de um líder a sério,

E de imediato:

«Dentro de horas, Lula vira ex-Lula. É pena, são tão raros os que comandam bem. Não, não falo só dos dois mandatos presidenciais. Falo também do líder operário e sindical que no virar da ditadura militar soube ser aquele responsável que já era antes de surpreender os ignorantes de Wall Street que tremiam com um "vermelho" no Palácio da Planalto. Lula não comia criancinhas ao pequeno-almoço em Brasília (2003-2010) mas também já não o fazia nos tempos (1978-90) em que ajudou, sabendo liderar, os operários de São Paulo a não cair na baderna quando o Brasil não funcionava de todo. Nesse tempo ele já era de sentar e discutir. Vão dizer: até de mais! Sim, lá de arranjinhos ele sabe, vejam só os escândalos do PT e aliados... Indesmentível. Mas aquele sentar e discutir também serviu para nos últimos oito anos o Brasil parecer um ascensor social de sentido único, subindo. Fruto do Presidente anterior, Fernando Henrique Cardoso? Também, mas os ascensores também se param e se lhe inverte o sentido. E este acelerou, subindo. Deixem falar os protagonistas: ontem, as sondagens davam 87% de brasileiros satisfeitos com Lula. Sim, também há números assim em outras partes do mundo - mas em nenhuma com os jornais e televisões livres de criticar (e nenhum grande grupo de comunicação brasileiro é pró-Lula). Na hora da despedida ele disse: "Dei conta do recado." E deu


publicado por weber às 14:45
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