Segunda-feira, 26 de Julho de 2010

Luís Corvalan

 

«Faleceu ontem Luís Corvalan, secretário-geral do Partido Comunista do Chile entre 1958 e 1989, destacado construtor com Salvador Allende da Unidade Popular e grande figura do movimento operário daquele país, símbolo maior da resistência à ditadura de Pinochet.

No blogue «Somos Cultura em Movimento», Ana Maria Miranda escreve este testemunho pessoal: «Es difícil saber que cuando vaya a Chile no te podré ver , para mí fuiste siempre mas que mi secretario general, un compañero, un amigo, un maestro fraterno, sencillo, afectuoso, entretenido, por eso cuando hacia de tu chofera iba contenta a buscarte, y cuando lo hacía pensaba que era una suerte que el Partido no hubiese pensado ponerte un chofer, pues para mi, aparte de honores y cosas que se dicen cuando uno tiene esas tareas; era aprender, discutir, y hasta contarte mis “pololeos”, nos reíamos , y seguro a la vuelta de algún compromiso doña Lily no me dejaba ir, me invitaba a almorzar cosas ricas que hace; y cuando el tiempo lo permitía almorzábamos bajo el parròn, alli seguiamos la conversa, y detrás las discusiones , generalmente la correlación de fuerzas no te daba pues, ganábamos las mujeres, siempre criticábamos lo que uno critica… no?»

Este texto e a foto foi surripiada no blog de Vitor Dias, "Tempo das cerejas", a quem se agradece e, com a devida vénia se publica.

Entretanto sempre direi o seguinte.

"Estudante" revolucionário em Moscovo, 1979-1980, tivemos a visita de Corvalan, recentemente libertado dos cárceres de Pinochet, por troca de uns quantos "dissidentes" soviéticos.

Recordo-me de termos, todos, comentado: - O homem está destroçado.

Disseram-nos, quem o tinha conhecido antes do "golpe" de Pinochet, que era um homem alegre, vivaço, "manhoso" como os andinos o sabem ser.

Depois, depois, ficou feito um farrapo.

O discurso era desarticulado, inconsistente.

Assumiu para si muito do insucesso e da incuria no desastre da Unidade Popular, que ajudou a construir.

Sem ele não teria havido aquela belíssima experiência unitária, entre comunistas e socialistas.

Como sem Salvador Allende, maçon, também não teria sido possível.

Haveria muito a dizer e a falar sobre Corvalan e sobre a Unidade Popular, fica aqui, apenas, registada a efeméride e a saudade de um dos momentos mais bonitos do século XX no Chile de Pablo Neruda.

Aqui pode ouvir "La carta" de Violeta Parra:


publicado por weber às 10:05
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