Sábado, 19 de Fevereiro de 2011

Aristóteles, ainda e sempre

O filósofo Anselmo Borges, hoje, na sua crónica no DN dá-nos uma aula de muita coisa e em torno da linguagem humana: para que serve?

Socorre-se de muita gente. Particularmente, encomenda-se a Aristóteles, mas não só.

Leiam-no, por que, valendo sempre a pena a sua escrita, esta é, claramente, da dimensão do deslumbramento.

Quem pensa assim, e assim discorre é um intelectual de primeiríssima água.

AQUI.

Um naco do prosear filólogo, para abrir alamedas ao pensamento:

«O homem, pelo facto de ser zôon lógon échon, animal que tem linguagem, é também zôon politikón, animal social, político, diferentemente do animal, que é gregário, e a razão disso é a palavra, como bem viu Aristóteles, na Política: "A razão de o homem ser um ser social, mais do que qualquer abelha e qualquer outro animal gregário, é clara. Só o homem, entre os animais, possui a palavra." E continua: "A voz é uma indicação da dor e do prazer; por isso, têm-na também os outros animais. Pelo contrário, a palavra existe para manifestar o conveniente e o inconveniente, bem como o justo e o injusto. E isto é o próprio dos humanos face aos outros animais: possuir, de modo exclusivo, o sentido do bem e do mal, do justo e do injusto e das demais apreciações. A participação comunitária nestas funda a casa familiar e a cidade."»


publicado por weber às 10:07
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