Segunda-feira, 5 de Março de 2012

A próxima crise de Merkel

O Publico publica hoje análise e opinião consistente, e bem fundamentada, do verde e ex-ministro dos Estrangeiros na coligação com o SPD Joshka Fischer sobre a crise da actual Chancelerina.

A qualidade da análise deve-se ao facto de ser um profundo conhecedor da história e da politica alemã.

Nestes tempos é essencial ler JF.

Este bocado para se entender a importância da coisa:

"Muito simplesmente, o FDP enterrou-a e mudou de opinião num tema central, alinhando-se com os principais partidos da oposição no apoio a Gauck. Repentinamente, acenou a possibilidade de uma nova maioria e Merkel foi confrontada com a escolha de ceder ou acabar com a coligação. Rangeu os dentes e cedeu. Mas a ruptura no seio da sua coligação já não pode ser disfarçada.
A candidatura de Gauck foi forçada por uma maioria SPD/Verdes/FDP, que emergiu de interesses políticos comuns. Mas isto só torna o assunto mais perigoso para Merkel, porque tais episódios são o que normalmente costuma marcar o início do fim para os chanceleres alemães.A confiança entre os partidos governantes desapareceu. As eleições estaduais desta Primavera mostrarão se a manobra do FDP levantará o partido acima da margem eleitoral de 5% necessária para permanecer no Parlamento, ou se o medo da morte certa os levou ao suicídio político. Se o FDP sobreviver e uma coligação de centro-direita não conseguir uma maioria (o que é provável), o partido procurará uma aliança com o SPD e os Verdes, custando a chancelaria a Merkel em 2013.
Isto significa que a CDU/CSU não mostrará mais consideração pelo FDP. Se Merkel quer proteger a sua chancelaria, a sua única opção depois da eleição geral de 2013 é uma grande coligação com o SPD, e, para conseguir a melhor parte desse acordo, precisa de todos os votos que conseguir no campo do centro-direita.
Para Merkel, a situação será muito séria daqui para a frente. Ela pode ter deixado a crise europeia longe da porta da Alemanha, mas isso não significa que a Alemanha não entre proximamente numa crise só sua."


publicado por weber às 11:57
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