Sábado, 13 de Novembro de 2010

Surripiado do Águalisa

Fui-me ao blog do João Tunes e deparei-me com pedaços, impressivos, perturbadores, mas de uma lucidez que até dói retirados de uma entrevista maior com o escritor espanhol.

Jorge Semprun foi, na minha juventude, o chamado autor de cabeceira.

As personagens da "Segunda Morte de Ramón Mercader" ainda me trotam (de trotar, não de Trotsky) na memória.

Este autor teve uma vida cheia, interventor na polis, na governação, designadamente.

Aqui poderá ler a entrevista com o escritor.

E ainda uma nota biográfica, para situarmos o homem...muito grande:
«Jorge Semprun pertence a uma família de classe alta. Neto do político conservador Antonio Maura, cinco vezes primeiro-ministro durante o reinado de Alfonso XIII. Seu pai era o intelectual republicano José María Semprún e Gurrea, professor e advogado, governador civil da província, no início da República. Em 1939, após a Guerra Civil espanhola passada em Haia, onde seu pai era o embaixador da Espanha, sua família mudou-se para Paris onde, desde 1941, Jorge estudou filosofia na Universidade Sorbonne. Durante a Segunda Guerra Mundial, a França ocupada pela Alemanha nazi, combateu entre os partidários da resistência francesa, com muitos outros refugiados espanhóis, em França, depois da Guerra Civil. Ingressou em 1942 no Partido Comunista de Espanha(PCE). Em 1943, após ter sido denunciado, foi preso, torturado e, em seguida, deportado para o campo de concentração de Buchenwald, estadia que marcou a sua experiência mais tarde literária e política.

Após a sua libertação, foi saudado como herói em Paris, onde se estabeleceu.

De 1945 até 1952 trabalhou para a UNESCO; em 1952, trabalha permanentemente para o PCE, chegando a fazer parte do Comité Central desde 1954 e do Comité Executivo desde 1956. Dentro do partido, realizou uma intensa actividade clandestina em Espanha com o nome de Federico Sánchez.

Entre 1988 e 1991, foi Ministro de Cultura de España do governo socialista de Felipe González.

Casado em segundas nupcias em 1949 com a actriz Loleh Bellon (deste matrimonio nasceu Jaime Semprún em 1947, também escritor) e em terceiras nupcias em 1963 com Colette Leloup.»

Retirado da Wikipédia.


publicado por weber às 10:37
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