Sexta-feira, 23 de Março de 2012

De quem é a soberania?

Não é minha, nem é tua, é de quem a apanhar?!...

Isto é uma brincadeira. É uma cantilena de meninos.

Séria, mesmo, é a questão levantada, a pretexto da crise da Grécia pelo ex-dirigente europeu, o espanhol Javier Solana e que pode ler por aqui.

Acho eu que devia ser de leitura obrigatória, para não se escrever tanto dislate e disparate sobre o tópico da crise da Europa e das suas soluções.

"Os cidadãos devem sentir que as instituições que os governam têm em conta os seus interesses e que os incluem no processo de tomada de decisões, o que implica uma união baseada em regras e não na relação de poder. O facto de a UE não ter instantaneamente todas as respostas para um problema não significa que não tenha futuro. A UE é uma experiência nova e maravilhosa, que, tal como acontece com todas as experiências, implica um grau de incerteza. Mas esta sensação não nos deve levar a ignorar o custo de oportunidade de uma concepção mais "nacional" da soberania. De facto, a dinâmica de interdependência já está bem estabelecida – tanto assim que não pode ser revertida. Aderir a um conceito limitado Vestefaliano de soberania neste mundo é, na melhor das hipóteses, um anacronismo insensato e, na pior das hipóteses, um jogo perigoso. O poeta José Ángel Valente poderia chamar a isto um desejo de “(...) esperar que a História enrole os relógios e nos devolva intactos ao tempo em que gostaríamos tudo começasse”. Mas, no mundo prosaico do aqui e agora, o conceito da soberania já seguiu em frente."


publicado por weber às 08:45
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