Domingo, 22 de Abril de 2012

Cervantes: está lá quase tudo

JAM é um sábio, por que muito tem para nos transmitir, mas, além do mais, muito quer aprender.

Gosto das metáfora e da "metáfora" criativa ao modo do filósofo Paul Ricoeur.

O meu muito apreciado filósofo politico tem uma escrita brava e simbólica, por que rica e que nos torna mais competentes.

Este post é do melhor que já se escreveu sobre o tópico da dicotomia em português e em Portugal.

Leiam-no e aprendam.

"(...)Há, tradicionalmente, dois partidos em Portugal. Um é o castelhanista, de D. Quixote, contra os moinhos de vento e pela utopia, no sem tempo, pensando ter lugar. Outro é o armilar de Sancho Pancha, em cima do burrico, dizendo que há paraíso na terra, porque Deus quer, o homem sonha e a obra nasce. Portugal é do segundo, o da aventura e do pragmatismo. Com lugar no tempo. Aprendi com Jaime Cortesão esta metáfora. Acrescentei-lhe Sérgio Buarque de Hollanda. E umas pitadinhas da Mensagem. E se eu misturar Sancho Pança com o Zé Povinho dá Lula da Silva. É pena não o termos nacionalizado. Como a Kirchner fez agora com a EDP. A que não foi comprada pelos chineses. E sempre há as Malvinas. Em casa onde não há pão, há o 1º de Dezembro, o 22 de Agosto, o 5 de Outubro, o 25 de Abril e o milagre da multiplicação dos pães. Os que movem montanhas. De entulho. Basta dar um quadrado aos ventres ao sol e beijar o chão antes de cada batalha. Vem no Fernão Lopes. Esqueci-me de dizer que Aljubarrota já era uma questão europeia. Como episódio da Guerra dos Cem Anos. Nessa altura, pátria e Europa rimavam. E hão-de voltar a rimar. Se houver rumo.(...)"

 

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publicado por weber às 19:37
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