Sexta-feira, 27 de Janeiro de 2012

Bendito sejas

Isso. Isso mesmo.

Ele há pessoas que alcançam logo, mais depressa que outros, aquilo que importa e é importante.

Na blogoesfera, J. Adelino Maltez, tem esse quase dom e talento.

Hoje atacou-se, e bem, aos disparatado debate, dossier, dos feriados.

É preciso encolher os feriados, diz o governo. Mas, quais poderemos cortar?

Se mexermos nos religiosos, vamos ter problemas com a igreja. Se mexermos nos republicanos, vamos ter problemas com a Maçonaria. Em que ficamos?

Corta-se o 5 de Outubro e o 1º de Dezembro. Pois, e os religiosos?

Leiam a peça contundente do apachista escritor e analista aqui.

E inteirinha de seguida:

'A questão dita dos feriados é tão absurda quanto isto: em cada uma das cinquenta e tal semanas do ano, além de um feriado não religioso, o sábado, há um feriado religioso, o domingo. Pior do que isso, cada um dos dias da semana na nossa língua tem o nome de "feriado", isto é, feira, derivado do latim "feria", isto é, festa religiosa. Por outras palavras, se incluirmos o sábado judeu, todos os dias do ano em Portugal são de feriado. Somos, de facto, uma feira. Amen! Os laicistas quando estiveram no poder nem sequer tiveram a coragem de fazer retornar o nome dos dias da semana às designações pagãs, anteriores à determinação papal de Silvestre, julgo que no ano 200. Hoje, no poder, não estão laicistas nem antilaicistas, estão quem somos, os medricas. Logo, apenas apelo a uma adequada revolta dos senhores deputados, em nome da comunidade das coisas que se amam. É uma matéria de não-disciplina partidária e de fidelidade a valores maiores, em nome de uma lealdade básica. Há algemas que libertam. Consta que a bandeira nacional e o hino nacional serão objecto da próxima reunião do Conselho de Alvarização Nacional. A bandeira pode ser uma marca. E o hino até convém que seja em inglês pimba. Hoje sinto uma íntima derrota dentro de mim. Mas nunca esquecerei e nunca pactuarei com quem subscrever este acto de frontal violação de símbolos nacionais. Há uma fronteira de sagrado que se marca a fogo na memória. Subscrevo inteiramente o grito de revolta de Manuel Alegre: "É um acto contra a História e contra a cultura. É um acto anti-história e anti-cultura". Nem cito o ministro que veio a microfone dizer que, depois, se reforçará o 10 de Junho. Também sou radicalmente intransigente nessas matérias de mínimos de identidade patriótica. Lamento os ditos monárquicos que vieram fazer campanha contra o 5 de Outubro e os ditos republicanos que subscreveram o preconceito de o 1º de Dezembro ser dos monárquicos. Acabaram ambos alvarizados.'


publicado por weber às 15:26
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