Domingo, 3 de Outubro de 2010

Hans Küng

 

É um dos mais importantes teólogos da actualidade. Respeitado em todos os "universos" das religiões portadoras de LIVRO (judaísmo, islamismo e, por maioria de razão, no cristianismo). Tem uma visão singular da fé. Considera que TODOS os humanos são necessários para dizermos de modo "perfeito" o espanto perante o universo.

Considera mesmo que os ateus, por que únicos capazes de humanizar as "religiões", são decisivos nesta demanda da Fé.

Nenhuma religião é capaz de dizer "completamente" TODO o mistério. Por tal, sustentam homens como Küng, Anselmo Borges e outros mais: TODAS as religiões são importantes e importam. Daí que o diálogo das religiões é fundamental e antecede o diálogo urgente, esse também, entre as civilizações.

Por proposta de Zapatero as Nações Unidas criou um Alto Representante para o Diálogo das Civilizações, lugar esse ocupado desde 2005 pelo nosso compatriota Jorge Sampaio. Já fizeram um bom pedaço de caminho. Mas ainda falta, pelo menos, outro tanto.

Isto vem a propósito de quê?

De uma notável recensão do livro de Hans Küng sobre o Islamismo, recentemente traduzido em português, e feito pelo historiador Rui Bebiano, na revista LER e no seu blog aterceiranoite.

Seria improcedente, e redundante, comentar o "comentário" enquadrador da obra do teólogo feita por R. Bebiano.

O que sobra dizer: leiam a recensão e, mais do que isso, leiam a obra "criticada".

Há um  aspecto que sempre me interpelou no Islão: a sua "juventude".

A primeira religião do Livro, o Judaísmo é a mais antiga (5 000 anos...), segue-se-lhe o Cristianismo, que só dois mil anos após a sua criação se começou a "adaptar" aos sinais dos tempos, com o seu Vaticano II; o Islão tem 1 400 anos, mais ao menos...

A aritmética pode não valer muito, mas que tem de ser considerada nas mutações civilizacionais, lá isso tem.

Pequena nota biográfica, surripiada da Wikipédia, do filósofo, teólogo e padre Küng:

«Hans Küng (Sursee, 19 de março de 1928) é um teólogo suíço, filósofo, professor de teologia, escritor e sacerdote católico romano.

Küng estudou teologia e filosofia na Pontifícia Universidade Gregoriana de Roi. Foi ordenado sacerdote em 1954. Continuou a sua educação em várias cidades européias, incluindo Sorbonne em Paris. Sua tese doutoral foi "Justificação: A doutrina de Karl Barth e uma reflexão católica".

Em 1960, Küng foi nomeado professor de teologia na Universidade Eberhard Karls em Tübingen, Alemanha. Juntamente com o seu colega Joseph Ratzinger (futuro Papa Bento XVI), foi apontado como perito pelo Papa João XXIII como consultor teológico para o Concílio Vaticano II.

No final da década de 1960, Küng iniciou uma reflexão rejeitando o dogma da Infalibilidade Papal, publicada no livro Infallible? An Inquiry ("Infalibilidade? Um inquérito") em 18 de janeiro de 1970.

Em conseqüência disso, em 18 de dezembro de 1979, foi revogada a sua licença pela Igreja Católica Apostólica Romana de oficialmente ensinar teologia em nome dela, mas permaneceu como sacerdote e professor em Tübingen até a sua aposentadoria em 1996.

Em 26 de setembro de 2005, ele e o Papa Bento XVI surpreenderam ao encontrar-se para jantar e discutir teologia.

Küng defende o fim da obrigatoriedade do celibato clerical, maior participação laica e feminina na Igreja Católica, retorno da teologia baseada na mensagem da Bíblia


publicado por weber às 12:42
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