Domingo, 13 de Maio de 2012

"Intouchables"

É um filme francês, recente, que corre nas salas de cinema, que eu gostei e que recomendo, vivamente.

Realizado por Eric Toledano e Olivier Nakache.

Os actores principais, François Cluzet, como Philippe e Omar Sy, como Driss.

A legendagem é péssima.

A tradução do titulo, mais que deplorável "Amigos improváveis".

Dizem-nos que o guião assenta numa história do mundo real, mas com toques de ficção, de grande qualidade.

Parece que a cinematografia galófila, que carteou nos anos 50 e 60 do século passado, está a reemergir.

Este é mesmo imperdível.

O par, improvável, um tetraplégico, Philippe e um senegalês, que vive de expedientes, e dorme num T2 de Berlioz (arrabaldes de Paris), com uma tia e incontáveis primos, e da segurança social, Driss.

Este apresenta-se para uma entrevista de trabalho, obrigatória, sacar uma assinatura, dizendo que não tem competências para o "boulot", para apresentar no Centro de Emprego e continuar a receber o subsídio. Entretanto, é admitido, por um mês, por que Philippe o acha engraçado e diferente de todos os idiotas "encartados" para "tratarem" inválidos.

Este guião assenta numa história real.

No final, os produtores dão-nos umas quantas pistas do real.

Uma grande história de humanidade, nunca de amizade, que demonstra que os juízos sobre competências, cartas de recomendação, curricula e entrevistas presenciais, muitas das vezes, assentam em preconceitos.

As pessoas, muitos de nós, não sabem o que querem, nem são capazes de descobrir os verdadeiros saberes que habitam em cada ser humano.

Alguém dizia que o cinema francês está a renascer das cinzas...e isso é uma boa noticia.


publicado por weber às 12:12
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