Segunda-feira, 2 de Maio de 2011

A inteligência como ferramenta da análise em politica

 

É sempre uma sensação benfazeja, diria mesmo da dimensão da epifania, "conviver" com pessoas inteligentes, prudentes e capazes de produzir pensamento, opiniões a partir de argumentos e análises com enquadramentos.

Pedro Adão e Silva e Pedro Marques Lopes, este, uma "passista" fundador (hoje, creio eu, critico da liderança juvenil...) e, aquele, dos mais brilhantes analistas da área socialista, neto do advogado Adão e Silva, maçon durante o fascismo e, juntamente com o Comandante José Eduardo Simões Coimbra, se deslocou a casa do Almirante Pinheiro de Azevedo, membro da Junta de Salvação Nacional, no dia 27 de Abril de 1974, para recuperarem o Palácio Maçónico, na actual Rua do Grémio Lusitano e que até ao dia 25 de Abril tinha sido utilizado pela Legião Portuguesa.

Estes são dois dos melhores analistas da actualidade.

Um escreve no Expresso; o outro, creio que, no DN.

P.M.L. tem lugar cativo no Eixo do Mal.

Os dois trocam argumentos, opiniões, ideias e análises na TSF.

É desse programa que Valupi (provavelmente o nosso melhor analista da blogoesfera...) falou no post que a seguir se deixa linkado:O trabalho da inteligência.

O ponto é, por deveras interessante: - José Sócrates deveria ter sido mais dialogante com os outros partidos, quando formou governo, depois de ganhar as eleições em 2009?

P.A.S. e P.M.L. sustentam que Sócrates, cada um a seu modo, deveria ter sido mais cordato por forma a ter uma base de sustentação parlamentar, que lhe faltou.

Val, ao invés, e de modo assaz confortável para com os comentadores da TSF, desenrola argumentário consistente no outro sentido. Considera mesmo que as oposições, liminarmente, recusaram qualquer entendimento e o P.R., Cavaco Silva, não se interessou nem um cibinho para criar condições para que pudesse emergir um Governo com apoio parlamentar maioritário.

Eu creio que a "verdade" estará a meio caminho.

Tanto quanto julgo saber, terá havido iniciativas consistentes da parte dos socialistas em relação ao CDS/PP, a Paulo Portas, com este a ser sondado por Luís Amado, com Ministérios a atribuir a esta agremiação partidária.

Mas, o que é facto e pertence já à história: José Sócrates recebeu, no mesmo dia, todos os Partidos com assento parlamentar, a todos fez a mesma pergunta.

Todos declinaram, e disseram-no publicamente, qualquer tipo de acordo, ou entendimento com os socialistas.

Mas, pergunto eu, porque é que, discretamente, Sócrates não disse ao Presidente da República que não tinha condições (as circunstâncias económicas, financeiras, sociais, internacionais...assim o obrigavam) de formar um Governo de minoria parlamentar?

Por que é que Sócrates não encostou os partidos, sobretudo à sua direita, às cordas, com propostas irrecusáveis, de modo a viabilizarem um governo para uma legislatura?

À posteriori é possível fazer perguntas "inteligentes", recozer a história, vide mesmo, refazer a história.

Mas, o que foi feito, feito está.

O que importa agora, é ajuizar da bondade de cada partido, de cada líder, e de cada opção tomada.

As opções de Sócrates foram acertadas?

O derrube do governo, pela coligação negativa de todas as oposições, com o chumbo sem delongas, nem justificativas, do PECIV foi ajustado?

Dia 5 de Junho saberemos.

Numa coisa tem Valupi toda a razão.

Para dialogar é preciso que haja vontade das partes.

Sócrates quis dialogar? Ele diz que sim, mas  vai ter de o provar na campanha eleitoral e nos debates a haver.

Os seus opositores dizem que não. Mas, vão ter de o demonstrar na disputa eleitoral.

Até lá muita guerreia verbal vai decorrer.

Esperemos só que os eleitores não se cansem...e desistam de votar, e desistam de Portugal.


publicado por weber às 21:21
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