Quinta-feira, 11 de Novembro de 2010

O outro défice

Paulo Pedroso, competente sociólogo e malogrado politico, para mal da nossa democracia, escreve interessante análise que cumpre analisar e tirar consequências.

Em tempos de crise, os sinais "disfuncionais" que os poderes instituídos e os seus momentâneos representantes dão podem ser devastadores.

Leiam o texto do também vereador da Câmara de Almada: um-defice-de-que-ninguem-fala.

E de seguida: «Há muito tempo que penso que um dos maiores problemas do nosso país poderia chamar-se défice institucional, isto é que as pessoas que protagonizam as instituições encarnam insuficientemente o estatuto que adquirem enquanto as protagonizam e que a fragilidade que daí resulta as desfoca, diminui a sua eficiência e, no limite as paraliza, quando não as leva a pulsões auto-destrutivas.
A dignidade institucional é um pilar da democracia e não dos menos importantes.
Na actual conjuntura de crise, os diversos orgãos de soberania e os media parecem concorrer para dar razão à minha tese. Da greve de titulares de orgãos de soberania ao homicídio cívico recorrente de primeira página, do aprova mas desaprova o Orçamento de Estado ao Presidente-candidato que não quer que haja campanha, condição mínima de pluralismo eleitoral em eleições por sufrágio universal, os exemplos abundam.
Se os políticos fossem os únicos culpados do défice institucional, já havia um sindicato de deputados e uma associação sindical de membros do Governo e estariam a debater se aderem ou não à Greve Geral ou já teriam aderido.
O que eu não sei é se este défice institucional é o resultado do voo da borboleta ou de design inteligente, mas a ciência política há-de um dia dedicar-se a esse capítulo que me transcende.»
 


publicado por weber às 17:54
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