Quinta-feira, 8 de Abril de 2010

BB "chez lui"

 

Baptista Bastos, o escritor Armando, sempre com o pavor que o gerúndio se transforme em particípio passado, decidiu bolsar na sua crónica hebdomadária no DN.

Sem munca ter a coragem de o nomear, sem nunca frontalmente chamar o alvo da sua prosa de sarjeta, decidiu atacar o Director do Expresso, Henrique Monteiro.

Antes de me agarrar à croniqueta de BB, é imperioso fazer uma declaração de interesses.

Sou amigo de Henrique Monteiro há alguns anos.

Respeito-o como homem honrado e livre que é.

Não lhe sigo as pegadas politicas e ideológicas e, neste território, muito poucas vezes estou em sintonia com ele.

Admiro-lhe a assertividade e qualidade de escrita.

É, provavelmente, um dos melhores jornalistas da sua geração.

Tem uma carreira profissional de muitos anos: trabalhou no Jornal de Noticias, no Jornal e no Expresso. Mesmo pelos mais velhos é respeitado e considerado.

No Jornal ganhou o alcunha de "Petit Larousse" tal a extensão do seu saber e cultura.

É pianista razoável, é romancista em crescimento, é melómano compulsivo, domina cinco linguas e, jovem, sem nada ter feito para tal, está Director do Expresso, que já conseguiu "dessaraivar".

Já de Baptista Bastos não posso dizer a mesma coisa.

Não sou amigo dele.

Acho-o uma abencerragem marialva, vaidoso até ao tutano, deselegante com os colegas de profissão, quer sejam jornalistas, quer sejam escritores, chegando a roçar a grosseria.

Desfaz amizades como eu desfaço gravatas.

A crónica cobarde e vil, que hoje assina no DN e que pode ler aqui pretendendo dar uma lição de ética a Henrique Monteiro revela, exactamente, ao invés, o que, realmente, nunca deixou de ser: um velho jornalista que perdeu o norte deontológico.

Pretende dar lições, quando é ele que comete os erros todos.

Diz que tomou conhecimento por um cronista do Público, que o Director do Expresso tinha divulgado uma conversa privada com  José Sócrates.

Eu é que ponho os nomes, por que BB, cobardemente, não arrisca sequer em  fazê-lo.

Vamos aos factos.

Henrique Monteiro foi convocado para prestar declarações na Comissão de Ética sobre a eventualidade de um plano do governo para controlar a comunicação social.

Henrique Monteiro fez uma intervenção em que qualificava o estado das relações, a seu conhecimento e juízo, entre o actual primeiro-ministro e os media.

Nesta intervenção não relata nada de pessoal, menos ainda algo em que tivesse intervido com o eng.º Sócrates.

Na fase das perguntas, o deputado socialista João Serrano, eleito pelo distrito de Lisboa, questionou o jornalista:- Já alguma vez foi pressionado pelo primeiro-ministro?

A esta pergunta, Henrique Monteiro respondeu, sem dar conteúdo à conversa, dando somente alguns parâmetros:- A pretexto de uma noticia sobre a licenciatura de José Sócrates, este telefonou-me a instar-me para não publicar a dita. Sugeri-lhe que podia responder. Escrever o que achasse por bem. Desmentir. O que fosse. A conversa foi acalorada e durou quase uma hora.

E mais não disse o Director do Expresso.

Isto pode ser confirmado nas gravações do Canal Parlamento.

José Sócrates reage com violência, em declarações em Braga, aquando de um encontro das Novas Fronteiras chamando ainda cobarde a Henrique Monteiro.

Este enche uma página de opinião do Expresso a retorquir a Sócrates.

Confirma o telefonema. Refere-se à data. Sublinha a emotividade que Sócrates emprestou à conversa e refere que ele fez outro telefonema, de mesma emotividade a outro jornalista do Expresso, sobre o mesmo assunto e no mesmo dia.

Nunca, nem na Comissão de Ética no Parlamento, nem na página de opinião, Henrique Monteiro revela o teor da conversa. Confirma o tema que a motivou, traça-lhe o tom, mas, sobre a substância, népia.

Porquê? Simples: por que foi uma conversa privada, não autorizada a ser gravada e, mais ainda, insusceptível de ser noticiada.

Esta conversa ocorreu há anos e nunca, Henrique Monteiro, se lhe tinha referido. Fê-lo, nas circunstâncias e com os contornos que referi e quando solicitado por um jovem deputado socialista, que lhe faz uma pergunta à qual Henrique Monteiro entendeu, e bem, responder com verdade, mas sendo escrupuloso no que ao código deontológico que enforma a actividade dos jornalistas se refere.

Compagine-se este proceder com a prosa bolsada pelo ódio canhestro de BB e percebe-se tudo.

BB está fechado "chez lui".

Henrique Monteiro está vivo e no activo. Procurando noticias, fazendo investigação, emitindo opinião e exercendo a função de Director do Expresso, o semanário mais lido em Portugal.

O resto, são ódios vesgos e decrépitos de BB.

J.A.

Foto de Henrique Monteiro.

 

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publicado por weber às 03:59
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