Terça-feira, 28 de Setembro de 2010

Esta, meus amigos, levou-me às lágrimas

Ferreira Fernandes, hoje, foi para um suponhamos e muito bem:

«Nos concursos de cantorias, se o concorrente é ralé não me importo que o júri também o seja. Não me incomoda uma boa luta de puxões de cabelo - logo que entre iguais. Outra coisa é alguém do alto de um poder, como ser júri dos Ídolos, na SIC, se permitir humilhar publicamente (é na tevê!) gente cuja culpa é só estar iludida sobre os seus dotes. Sim, às vezes, essa ilusão é tão ridícula que até dói. Mas quem disse que a crítica não pode ser dura e a sentença sem apelo? Isso, admito. Nunca a humilhação. Ídolos, SIC, domingo passado, um rapaz vindo do Seixal, santomense de português difícil, foi humilhado pelo júri. Ele cantava e uma do júri matava uma mosca, riam-se e outro do júri enxotou-o do palco - e o rapaz do Seixal sempre gentil e eu, porque isso da humilhação pega-se, amarrotado. Não, não pode ser. Mas como explicar o que não carece de explicação? Olhem, com um supor. O concurso era de financeiros. E o concorrente era Pinto Balsemão, patrão da SIC - apresentando-se como homem de negócios. O júri: "Armado em perceber de dinheiro e vai pô-lo no Banco Privado Português?! Xô, xô, ponha-se na alheta, ganda tanso..." Estão a ver? Não pode ser. Por mais que o concorrente estivesse iludido sobre a sua habilidade para negócios, e por mais que esta fosse falsa, ele não podia ser humilhado. E, suspeito, mesmo aquele mais durão do júri da SIC era incapaz de o humilhar.»

E podíamos imaginar o Dias Loureiro, o Oliveira e Costa, o João Rendeiro, o engenheiro Jardim Gonçalves, no terreno do suponhamos, podíamos, claro que podíamos.

Saravá, FêFê. 

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publicado por weber às 02:10
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