Terça-feira, 6 de Outubro de 2009

Um ilustre moncorvense e grande português do século XIX

Surripiado de "Torre de Moncorvo in blog" e da autoria do Director do Museu do Ferro e de Moncorvo, Dr. Nelson Henrique Campos Rebanda, ilustre historiador e insigne arqueólogo, que tem no seu curriculum a descobertas das "pinturas" rupestres de Foz Côa

e do celebrado cavalo do Mazouco, a quem se agradece e, com a devida vénia, aqui se deixa publicada esta nótula biográfica de uma das personalidades mais importantes da história de Terras de Mem Corvo:

"«JÚLIO MÁXIMO DE OLIVEIRA PIMENTEL
(2º. Visconde de Vila Maior) - Nasceu em Torre de Moncorvo, em 5.10.1809 e faleceu em Coimbra, em 20.10.1884.
Júlio Máximo era oriundo de uma ilustre família moncorvense, que emergira ao longo do Séc. XVIII- os Oliveira Pimentel. Seu avô, João Carlos Oliveira Pimentel, notabilizou-se pelo espírito empreendedor e pelo apoio que deu à sublevação contra a ocupação francesa, nos inícios do séc. XIX. Nestas campanhas e nas Guerras Liberais que se seguiram, ficou célebre o seu tio, general A. J. Claudino de Oliveira Pimentel.
Cursou Matemáticas na Universidade de Coimbra, tendo-se dedicado às ciências, especialmente à Química.
A par da actividade política como liberal convicto, desempenhou importantes cargos públicos. Foi director do Instituto Agrícola (1857), Vereador e Presidente da Câmara de Lisboa (1858-59), fez parte da representação de Portugal nas Exposições Internacionais de Londres (1855-62) e Paris (1867 e 1878), e foi Reitor da Universidade de Coimbra (1869-1884).
Publicou numerosos trabalhos, de que se destaca um tratado de química em 3 volumes. Estudou as propriedades das águas minerais das mais importantes fontes termais portuguesas (Gerês, Caldas da Rainha, etc.), e dedicou-se ao estudo da viticultura, ampelografia e enologia, entre outros artigos sobre a problemática agrícola.
Na área da viticultura e vinificação, escreveu Manual de viticultura prática(1875); Memória sobre os processos de vinificação empregados nos principais centros vinhateiros do continente do Reino, ao Norte do Douro (2 vols., 1867, 1868); Tratado de vinificação para vinhos genuínos (2 vols., 1868, 1869); Ampelografia e enologia do país vinhateiro do Douro (1868).
Sobre a paisagem vinhateira do Douro deixou uma importante obra literária, em edição trilingue, que é o Douro Ilustrado - Album do rio Douro e paiz vinhateiro (1876), em que descreve o troço do Douro entre Barca de Alva e o Porto, sob a forma de impressões de viagem.
Em 1873 o Visconde de Vila Maior integrou a delegação de Coimbra da primeira Comissão encarregue de estudar a filoxera em Portugal. Mais tarde, presidiu à Comissão de estudo e tratamento das vinhas do Douro (com sede no Porto), criada por decreto governamental de 7.08.1878».


publicado por weber às 09:50
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