Segunda-feira, 8 de Agosto de 2011

Há sempre uma boa razão

para olharmos para a crise com uma réstea de esperança.

Há ainda uma outra maneira de olhar para os desastres. Aplicarmos-lhe a perspectiva histórica e fazemos como os espanhóis: "no pasa nada!"

Já o nosso cronista luso-angolano, aplica-lhe o cenário Groucho, o maior dos Marx, o que, realmente, ficou na história por obras consistentes realizadas. O outro, o alemão, judeu escondido e traidor, esse ficou associado ao maior embuste civilizacional e à maior chacina que humano algum produziu: a mortandade nos e pelos regimes comunistas, de que se devem destacar a URSS de Stalin, o Kampuchea de Pol Pot e a China, a de Mao tsé Tung e a actual. Também  se pode acrecentar a Cuba dos manos Castro.

Mas leiam-lhe a crónica. Simplesmente, primorosa.

«Nas suas memórias, Groucho e Eu, o mais famoso Marx que jogava na Bolsa recorda o seu ano de 1929. No elevador, o ascensorista contava-lhe que dois tipos bem vestidos falaram de uma empresa cotada e logo Groucho corria a comprar acções. No barbeiro, outra dica, e ele corria, ainda com sabão de barba na cara, a comprar acções... "Com o que eu não sabia de Bolsa dava para encher um livro", escreveu ele. Sabemos como 1929 se apagou abruptamente, numa quinta-feira negra. Desta vez, na sexta-feira passada, ao fim do dia, já quando Wall Street não podia estrebuchar, a agência Standard & Poor's roubou um A ao eterno Triplo A americano. Triplo A, no meu tempo de livros aos quadradinhos, era nome de rancho do Faroeste, onde se organizava logo um grupo de cavaleiros se alguém ousasse roubar alguma coisa. É o mais estranho deste caso: a quietude dos donos do rancho. Todos me dizem que hoje vai ser o caos ou o crash, a bancarrota. Vocês já sabem, eu ainda não sei, mas confesso-me tranquilo. Desastres que se anunciam dando um gentil fim-de-semana de descanso ao adversário - os japoneses, por exemplo, caíram de surpresa em Pearl Harbor - não são desastres nem são nada. Já me convenci que as finanças são meras engenharias e eles vão acabar por encontrar um alicate, ou uma bóia. Quanto a Groucho Marx, na penúria com a quebra da Bolsa, foi obrigado a fazer filmes. E é por isso que nos lembramos dele

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publicado por weber às 11:50
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