Quinta-feira, 17 de Fevereiro de 2011

Comunistas de Lisboa: reaccionários e conservadores

Ainda hoje, ouve-se os líderes, ou porta-vozes, ou queixosos reformados, do Partido Comunista ali da Rua da Beneficência a gargarejarem "progressistas", "democratas", de "esquerda"...na palheta.

Somente na converseta.

Como diz o jornalista brasileiro:-Isto, da teoria, na prática é, sempre, outra coisa.

Este desconjunto de palavras, de tiririca, vem a talhe de foice & martelo, mas a propósito de quê?

De percuciente post de Eduardo Pitta, publicado no seu qualificado blog "Da Literatura".

Pode, à distância de um clic lê-lo aqui: revolução em Lisboa.

E do que se trata, ou destrata?

Leiam, de seguida, o texto do literato Eduardo Pitta, que tem toda a razão do mundo e logo se percebe:

 «Com a progressiva fuga de residentes para os concelhos da periferia, muito acentuada nos últimos 30 anos, Lisboa tem hoje a população que tinha em 1930: cerca de 600 mil residentes. (Não confundir com a área metropolitana, onde vivem perto de 2,8 milhões de pessoas, dois terços das quais passam grande parte do dia na cidade.) Actualmente, esses 600 mil residentes distribuem-se por 53 freguesias.
António Costa decidiu alterar a realidade, propondo a substituição dessas 53 freguesias por 24. Com os votos de vereadores do PS e do PSD, a proposta foi ontem aprovada na Assembleia Municipal, ficando aberta a discussão pública até 22 de Março. A etapa final será a consagração do novo mapa de freguesias no Parlamento.
A proposta aprovada prevê manter inalteradas 11 freguesias: Ajuda, Alcântara, Beato, Benfica, Campolide, Carnide, Lumiar, Marvila, Olivais, Oriente, São Domingos. As restantes 42 serão fundidas em 13. Só posso aplaudir. E ainda são muitas! Barcelona tem 6.
Vereadores do CDS-PP preferiam 9 freguesias. Os do BE, 12. E Pedro Santana Lopes, 26. Só o PCP quer manter tudo na mesma: «Juntar assim ao molho as freguesias existentes é uma grave ofensiva contra o poder local
E que tal reduzir as 4050 freguesias do Continente (sobre os Açores e a Madeira não me pronuncio) a metade?»

Só posso estar de acordo com António Costa e com a sua "revolução" administrativa.

Só posso estar de acordo com o Eduardo Pitta no que respeita à redução nacional.

Mas, não só das freguesias.

Os municípios deveriam levar o mesmo caminho.

E, em particular, mas não exclusivamente, os do interior, para lhes dar músculo e massa critica que, a maior parte deles, não têm.

Pode ser apenas um começo e, espero eu, auspicioso.

Foto do vereador do Executivo lisboeta, comunista, Rúben de Carvalho.


publicado por weber às 11:18
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