Segunda-feira, 6 de Dezembro de 2010

Francisco Sá Carneiro

 

Nos 30 anos do desastre de Camarate, que vitimou, entre outros, Snu Abecassis, Francisco Sá carneiro e Adelino Amaro da Costa, disseram-se disparates, cometeram-se iniquidades e guardaram-se silêncios atroadores.

Os únicos momentos, que me pareceram interessantes, sóbrios e substantivos para a abordagem da efeméride e da personagem: um trabalho realizado por jornalista da Antena 1, Natália Carvalho, e transmitido sábado passado no programa de informação

de Rosária Lira e uma mesa redonda, na RTPN, onde estiveram, além do jornalista Hélder Silva, Maria João Avillez, Artur Santos Silva e Miguel Veiga.

A soma de informação e análise que ocorreu nestes dois programas...deveras importante.

A análise produzida por dois "opositores" de Sá Carneiro (Santos Silva que abandonou o PPD e a ele nunca retornou) e Miguel Veiga, do melhor que já ouvi.

Estes dois homens do Norte, como Francisco Sá carneiro, não aceitaram o modo como este tratou o Grupo dos 9 ( a quem Portugal deve o ter-se morto a deriva comunista) e não aceitaram o modo como Sá Carneiro tratou Emídio Guerreiro e os que com ele seguraram o PPD enquanto este se "tratava", de maleita pouco conhecida, em Londres, durante o Verão quente de 1975.

Mais, muitas mais, informações foram aduzidas nesse programa.

Análises acutilantes sobre a personagem e sobre o politico.

A teimosia em apoiar Soares Carneiro contra Eanes...estratégia politica sustentou Artur Santos Silva.

Antes de criar a AD, com os democratas-cristãos de Freitas do Amaral e com os monárquicos de Ribeiro Telles, Sá Carneiro sugeriu a Mário Soares uma coligação para ir a votos e para alterar a Constituição, e para desmilitarizar o regime e para liberalizar a economia...Mário Soares disse que sim, mas depois das Eleições.

Sá Carneiro foi casar-se com a direita.

O resto da história é conhecida.

Mas o que me surpreendeu é ninguém ter falado do livro de Agustina que, quando viu a luz do dia, todos reconheceram Sá Carneiro no "menino de ouro", protagonista do romance.

Falta de imaginação? Talvez.

Mas ficou o silêncio, pesado, tanto mais que Agustina, doente, merecia a referência.


publicado por weber às 12:15
link do post | comentar
partilhar

. ver perfil

. seguir perfil

. 8 seguidores

.pesquisar

 

.Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.

.posts recentes

. Francisco Sá Carneiro

.arquivos

.tags

. todas as tags

.últ. comentários

Chame-me Parvo….Pois é, Sr. Pedro Tadeu, é isso me...