Terça-feira, 8 de Novembro de 2011

Francisco José Viegas

Assume-se como trasmontano, mas é nascido na actual cidade de Foz Côa, na Beira Interior.

Define-se como intelectual, ao modo "soixantard", mas não passa de um editor de livros e revistas, um industrial de papel.

Entende-se como escritor, mas publicou uns quantos policiais.

Dizem-me que é um interessante comunicador televisivo, no registo conversa, bate-papo e retrato de autores. Como comentador, é muito suficiente, deselegante, às vezes... quase a roçar a boçalidade.

Diz-se que tem algum poder no meio da intelectualidade...da escrita.

Nas artes performativas, teatro, musica, ballet, ópera e ainda no cinema, pintura, escultura e outras belas-artes não se lhe reconhece quaisquer tipo de competências.

Os nossos amigos do "câmara corporativa" publicam parte de uma bela opinião, sustentada em factos, da ex-ministra, pianista renomada, Gabriela Canavilhas sobre o que o FJV anda a "fazer" na SEC e que pode confirmar por aqui.

(…) Pois bem, decorridos quatro meses, apresentadas as primeiras medidas e analisado o OE para 2012, fica claro aquilo para que muitos de nós vínhamos alertando, incessantemente - a despromoção da Cultura na orgânica do Governo corresponde, efectivamente, à despromoção da eficácia da sua acção. Para além da perda de 43 milhões de euros, menos 17,4% do que em 2011 e a maior perda percentual entre todas as áreas da governação (afinal a poupança não reverteu para investimento na Cultura), assistimos à progressiva incapacidade do Governo em salvaguardar princípios fundamentais consagrados internacionalmente há décadas: a liberdade programática, o respeito pela inovação e o incentivo à fruição cultural, como instrumentos para a evolução das mentalidades e reforço da capacitação intelectual dos cidadãos. Acabar com as entradas livres nos museus aos domingos de manhã, aumentar o IVA para 23% nos espectáculos, reduzir as dotações dos teatros nacionais em 20%, cortar 30% ao CCB, Serralves e Casa da Música é "cuidar das artes" como disse o secretário de Estado da Cultura? São estas as medidas de discriminação positiva que vêm de S. Bento? Perder metade dos consumidores de cultura em Portugal, perder receita fiscal, postos de trabalho, competitividade internacional nas artes e afastar as famílias do património? Foi para isto que a Cultura passou para a tutela do primeiro-ministro? O último ataque à Cultura deu-se esta semana: as receitas dos jogos sociais (3,5% para a Cultura) deixam de estar consignadas, por decreto, à Cultura. Passam para a tutela do ministro Miguel Relvas, por junto com a juventude e desporto, para serem distribuídas conforme decisão política da PCM. Resultado: só nessa rubrica, a Cultura já perdeu três milhões. Para que serve, afinal, depender do primeiro-ministro? E que dizer sobre a imposição de controlo prévio à programação dos teatros nacionais, dos critérios de bilheteira para os apoios às artes do palco e cinema? Apenas isto: é um apelo populista, perigoso e demagógico que é dirigido à vox populi, que procura bodes expiatórios para os sacrifícios insuportáveis que lhes estão a ser exigidos, para que se volte contra os criadores e intelectuais, acusando-os de despesistas e inúteis; é arregimentar apoios no povo que sofre, para justificar esta política de exclusão do pensamento humanista e de destruição do tecido cultural nacional. Um povo inculto é um povo submisso.

Foto - FJV, SEC que ficará na história por, em conversa com jornalistas, ter ilustrado a sua actividade governamental, com uma "boutade" miserabilista. Narrando encontro com produtores culturais, em demanda de apoio tradicional e necessário à sua actividade, afirmou: -Não há dinheiro...qual foi a parte que não percebeu? Não há dinheiro!


publicado por weber às 08:10
link do post | comentar
partilhar

. ver perfil

. seguir perfil

. 8 seguidores

.pesquisar

 

.Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.

.posts recentes

. Francisco José Viegas

.arquivos

.tags

. todas as tags

.últ. comentários

Chame-me Parvo….Pois é, Sr. Pedro Tadeu, é isso me...