Quinta-feira, 23 de Setembro de 2010

E agora, Manuel?

 

Manuel Maria Carrilho, mais conhecido pelo marido de Bárbara Guimarães.

Também, às vezes recordado como o candidato a presidente da Câmara de Lisboa, contra Carmona Rodrigues, a quem recusou cumprimentar, em directo, depois de um debate na SIC.

Lembrado, e aqui com saudade, por muitos produtores, promotores e programadores culturais, enquanto ministro da cultura no primeiro governo de António Guterres.

É hiper narcisista. Gosta de cizânia.

Arranjou um imbróglio dos maiores em torno da sua substituição "politica", como politica tinha sido a sua nomeação, enquanto embaixador de Portugal na UNESCO.

A "caldeirada" coincidiu com o lançamento de um livro do académico, professor de filosofia contemporânea na Universidade Nova de Lisboa, com a chancela da Sextante e com um titulo grandiloquente.

Manuel Carrilho, qual Péricles do tempo que passa, sente-se ungido e portador de um desígnio...mas, se o ridículo matasse, muito escritor já estaria enterrado ou votado a pasto de chamas, no crematório, ou a fast food para vermes de trazer por cemitérios.

Vejam a capa do livro do professor Manuel Maria aqui ao lado.

O João Magalhães do "câmara corporativa" enquadra, ele também, com argúcia e ironia este tópico do "afastamento" de senhor embaixador (vai em caixa baixa, por que o senhor de Viseu não é de carreira...) aqui.

Entretanto li o texto que Carrilho publicou no DN em jeito de balanço da sua estada na UNESCO, com linguagem mais moderada em relação ao MNE, mas com uma nova qualidade: o conquistador.

O que o homem "conquistou" para Portugal!... Inenarrável.

Contudo, sobra uma questão, talvez retórica, mas aqui vai:- Se ele "conquistou", alguém foi derrotado e desapossado das que o iminente polígrafo realizou, por ele e por conta da Pátria.

O nosso homem já tem epitáfio garantido: - A Pátria agradecida.

Adenda- O MNE, Luís Amado, pela tarde de hoje, veio reconhecer, com lisura e decência, que houve "disfunções comunicacionais", mas que o modo e o tempo de saída do Professor Carrilho do posto que lhe foi atribuído, por critérios políticos, na UNESCO, foi acordado, entre ambos, no gabinete do Ministro, em Abril de 2010.


publicado por weber às 10:13
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