Sexta-feira, 5 de Fevereiro de 2010

Política de canhoneira

Ferreira Fernandes, arguto cronista e irónico escriba, a pretexto das finanças regionais, assina hoje um bilhete cheio de malícia, que pode ler aqui e de seguida.

«A coisa podia ter sido tratada de forma abrupta. Em vez de Teixeira dos Santos a explicar-se, aparecia Santos Silva. O ministro da Defesa mandava a Sagres, que anda à volta ao mundo, regressar e aportar no Funchal. Eu sei que a Sagres é mais velas, mas cada país tem a política de canhoneira que pode. A coisa, porém, aconteceu mais branda, viu-se ontem. Apareceu Teixeira dos Santos, que começou por dizer um par de vezes "não posso aceitar...", indício de demissão. Mas, afinal, isso ainda era da fase anterior. Fase anterior: já que o liberal CDS e o PSD da contenção de despesas queriam dar mais dinheiro ao Estado madeirense, e a eles se juntavam o PCP e o Bloco, novos amigos de Jardim, o Governo dava a entender que se demitia. Um bluff ousado, é certo, mas justificado pelo risco: o mau sinal que dava lá para fora o aumento de verbas para a Madeira. Para dentro, Teixeira dos Santos atirou este argumento : será o Continente a pagar o que vai dos 16% do IVA madeirense para os 20% por cá cobrados... Dito isto, Teixeira dos Santos, já podendo ser generoso, abandonou o plano A (demissão). E deixou a decisão para Cavaco (plano B). E adiantou, não vá Cavaco tecê-las, o plano C: em todo o caso, não paga mais à Madeira. Afinal, sempre foi política de canhoneira.» 

J.A. 


publicado por weber às 09:21
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