Sexta-feira, 13 de Agosto de 2010

13 de Agosto de 1926

 

Nascia Fidel de Castro, filho de um galego e de uma camponesa cubana.

A Sapo publicou noticia circunstanciada sobre a efeméride.

Na década de sessenta cultuei Castro, a sua teoria guerrilheira e a sua singularidade marxiana. Gostava da sua frontalidade para com os inimigos e, particularmente, para com os amigos do bloco soviético.

Conheci muita gente, jovens europeias, que foram de "férias" revolucionárias a Cuba, nesses idos.

Fui cúmplice de gente que se "formou" nas malas-artes da guerrilha urbana em Cuba. Uns chegaram a pô-las em prática, outros, nem por isso.

No meu imaginário juvenil, Fidel Castro, Camilo Cienfuegos, Che Guevara, Raúl de Castro, eram os heróis que haveriam de resgatar a humanidade a partir de uma pequena ilha do Caribe.

As desilusões vieram depois.

Á medida que a história, a narrativa da história se tornava mais rigorosa e exigente, Fidel Castro e o seu projecto de via autónoma para o Socialismo virava uma mistificação. A ausência de liberdades em Cuba. As perseguições bárbaras aos dissidentes. A miséria inenarrável a que votou o seu povo. Os erros clamorosos na gestão da economia, as dependências exclusivistas dos países do leste europeu e tantos outras barbaridades cometidas em nome da maior mistificação do século XX: o Comunismo.

Agora, vindo de além tumba, já com a saúde quase refeita, El Comandante, vem afirmar, definitivo: aproxima-se uma guerra nuclear; o socialismo de Hugo Chávez é o Comunismo anunciado por Marx...

Benza-o deus.

Neste dia não lhe dou os parabéns, por que não os merece, senhor Fidel de Castro.


publicado por weber às 10:17
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