Terça-feira, 9 de Agosto de 2011

O paradoxo do entrevistador

 

Pierre Assouline tem o hábito de agarrar questões, aparentemente, menores, mas que importam ao mundo literário, e não só.

Hoje, o pretexto é o de uma edição de um notável conjunto de entrevistas, realizadas por uma das aventuras literárias mais ricas do século XX, em França, a Paris review.

Pode ler a narrativa do escritor aqui.

O que espanta é a "mediocridade", a "rotina" das perguntas e do questionário, repetitivo, mas que produzem notabilíssimas respostas, dignas de mestres do pensamento e da arte de bem escrever.

Aqui, contrariamente, à ciência, não é a pergunta certa que a faz avançar, mas, quase ao invés a escolha do entrevistado. Nele reside o sucesso, ou inêxito da entrevista.

No entanto, creio que não é bem assim.

Basta lermos, ou ouvirmos, o Carlos Vaz Marques a entrevistar e percebe-se do que estamos a falar.

Há uma arte da entrevista, de entrevistar, que só é dado a "artistas", a seres únicos e cultos.

John Stewart, no seu "metier" é um must.

Bernard Pivot, em seu tempo, era o maior e o melhor de todos.


publicado por weber às 12:15
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