Quinta-feira, 10 de Junho de 2010

Pedro Correia

Faz tempo assinalei-lhe um post que mereceu a minha concordância. Tal facto não tem qualquer tipo de relevância para Pedro Correia.

Para mim, claro está, tem.

Hoje, em "comemoração" do 10 de Junho publica o escritor este belíssimo post que, eu, até as virgúlas sublinho e subscrevo.

Transcrevo-o para poupar, pois andamos em poupança energética, o clic no link:

«Ouço nas comissões parlamentares – nomeadamente nas recentes audições realizadas na Comissão de Ética da Assembleia da República e na comissão de inquérito à suposta interferência do Governo no negócio PT/TVI – alguns cidadãos serem tratados por “doutor”. É algo que fere o direito de igualdade entre os portugueses, que mais que ninguém os deputados deviam preservar, estimular e defender.

No Parlamento – casa da democracia – todos os cidadãos deviam receber o mesmo tipo de tratamento. É isso que sucede nas restantes instituições parlamentares europeias. Em Espanha, existe señor, como forma geral de tratamento; em França, monsieur; no Reino Unido, mister. Esta anacrónica mania portuguesa de fazer substituir os duques, marqueses e viscondes de antanho pelos “doutores” e “engenheiros” de agora, muitos deles aliás sem terem qualificações académicas para merecerem ser tratados desta forma, devia terminar – com a Assembleia da República a dar o exemplo. Seria uma forma muito concreta de assinalar o centenário da proclamação do regime republicano. Espero não voltar a ouvir um presidente de uma comissão parlamentar de inquérito dividir os cidadãos que lá prestam depoimento em “senhores” e “doutores”: não concebo uma atitude menos republicana que esta.

É a reflexão que deixo para o 10 de Junho.»

Editor no "delito de opinião" não raras vezes estou em desacordo com ele. Hoje, neste simbólico dia, não posso estar mais de acordo com o seu pensamento.

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publicado por weber às 16:05
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